quinta-feira, 22 de setembro de 2011

PROGNÓSTICO RESERVADO

Vai o Benfica amanhã, mais uma vez, deslocar-se até á pocilga do Freixo para defrontar o clube da corrupção. Eu preferia que, se tal fosse possível, o não fizesse e que lhes desse a vitória na secretaria porque ela, é convicção minha, está mais que anunciada, está mesmo decidida. Não, não é, de forma alguma, qualquer assomo de pessimismo e sim a constatação duma incontornável  e assumida realidade; os andrades sabem que vão ganhar e o Benfica sabe bem que não tem qualquer hipótese de fugir á derrota. Esta minha asserção advém de que neste campeonato português as coisas são diferentes da normalidade que se verifica em alguns outros países. 
Veja-se só; o árbitro que foi indicado para este jogo é altamente corrompido e com tendência única - e descarada - para favorecer a Organização criminosa, tornando-se por isso num obstáculo quase intransponível para o adversário. É facto inegável. Depois, há outras circunstâncias esclarecedoras e indicativas do que poderá suceder. Como não lhes convinha utilizar o doping no jogo da Liga dos campeões mas reservá-lo para o de amanhã com o Benfica, utilizaram então, contra o Shacktar, a costumeira solução a que eles chamam de plano B; um penalti logo no início para resolver liminarmente o problema e a utilização de expulsões. Como lhes ia correndo mal com o falhanço do monstro verde, em vez duma expulsão foram duas, se preciso fosse, três ou as necessárias, e como o jogo seguinte com o Feirense se lhes antevia aparentemente fácil - ou mesmo, na sobranceria deles - facilitado, foi o que foi e, assim sendo, vê-los-emos amanhã a correr como máquinas, cilindrando tudo o que se lhes puser na frente. E no fim soarão as trombetas do endeusamento aos vencedores, tocadas pelos infelizes escravos acorrentados á quadriga triunfal. 
Sei bem que, se o jogo fosse limpo como o que fizemos contra o Manchester, além da beleza que daí resultaria, todos poderiam expectar com legitimidade a vitória do contendor que melhor jogasse, aceitando com naturalidade e compreensão qualquer um dos três resultados possíveis. Se as coisas corressem dessa forma, então eu estaria tranquilo e com fortes razões para esperar uma vitória pois me parece que o nosso Clube tem um plantel de categoria e vem produzindo exibições conducentes a tal conclusão. Pelo contrário, o grupo mafioso de Contumil, pelo que se observa, vem fazendo jogos pouco convincentes, sendo apenas imbatível e possuidor duma dimensão cósmica no conceito de louvaminheiros tão desonestos quanto imbecis.
Poderia, no entanto, como ser humano tolerante, desvalorizar todas estas condicionantes conjecturas e, desse modo, esperar que tudo corresse dentro da normalidade admitindo um resultado favorável ao meu Clube, mas como, por outro lado, me invade também um medonho cepticismo, inteiramente justificado, e conhecendo bem o modo de agir dessa abominável jolda de trapaceiros, não posso formular qualquer predição razoável mas, a ter de fazê.lo, apenas poderei arriscar um prognóstico muito reservado.
Um aspecto, no entanto, me mantém calmo e sereno: o de saber que, mesmo não ganhando, nada ficará perdido.
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quarta-feira, 14 de setembro de 2011

AS GRANDES VITÓRIAS

Ontem á noite tocou o meu telemóvel e era um amigo meu, a rir-se como um perdido, pelo que se estava a passar no covil do Freixo com jogo que a escumalha corrupta estava a realizar com os “pobres” diabos dos Shaktares dos Donuts. Eu não estava a ver jogo nenhum que imagens desses ladrões nunca as vejo, nem veria, mesmo que me pagassem. Mas, enquanto me contava algumas peripécias de todo surrealistas e mirabolantes, comentava:
—Está a ver? Então estes patifes controlam tudo ou não? Logo nos primeiros minutos, pénalti a favor deles. Falhado! Marcam os Donuts e ficam á frente no marcador. Nada de preocupações que nós resolvemos já isso. E resolveram mesmo. E pronto! É dessa forma que ele conseguem tão grandes vitórias!
Agora eu. Como é que estes gatunos não hão-de praticar alegremente a corrupção se a própria UEFA é uma das organizações mais corruptas do planeta, embora pretenda tapar os olhos de toda a gente com fingidos ademanes de que luta contra ela? Mas está tudo maluco? Viu-se e vê-se bem ás claras por que eles ganham tudo com a mais natural e santa facilidade,  sem sequer o procurar disfarçar. Pudera, são uma das equipas queridas, estimadas e acarinhadas pela Máfia Suprema. Está visto! Pela aragem do que se passa na Europa se pode aquilatar o que não será cá dentro. 
Além do mais, tudo isto confirma, de forma categórica, o porquê das decantadas vitórias lá fora! Poderão esses bandoleiros tentar convencer toda a gente do contrário; só que a mim não. 
Mas alguém julgará que eu ainda ando de chupeta?


domingo, 11 de setembro de 2011

TRÊS, A CONTA QUE DEUS FEZ!








Três irmãs, três gotas dágua
Que o Infinito condensa,
Sua mãe nuvem do céu
Lá daquela altura imensa
Desprendeu .......

   (Afonso Lopes Vieira)


 O que se passou ontem á noite no estádio da Luz no jogo com o Guimarães parece o mito das três Fúrias e das três Górgones e não pode ser outra coisa senão uma ficção! Na verdade, estes apitadores portugueses são mesmo uma verdadeira anedota; ou marcam pénaltis que, de forma alguma o são, sempre com o pernicioso fim de beneficiar uma organização criminosa e reles, ou sendo-o mesmo e por sistema, nunca os assinalam a favor do nosso Clube. É por isso que, ao serem marcados ontem, pasmem, não um mas três, para ser verdade deveriam ser quatro, alguma coisa não bate certo: ides desculpar-me o desbragamento da linguagem mas isso só pode significar, como diz o povo, que vem aí “foda” ou canelada. Estes energúmenos não dormem e possuem uma imaginação tão fértil e descabelada que não deixa descansar as suas mentes retorcidas. O que eles inventam! Este facto de um dos assopradores do sistema ter marcado três pénaltis a favor do Benfica que, a bem da verdade, deveriam ser quatro, vai dar-lhes - já está a dar - uma total garantia de, no futuro, manterem calado o bico dos eventuais reclamantes que forem prejudicados, render-lhes chorudos juros e branquear-lhes futuras extorsões e ladroeiras. Ena, três? Porquê logo três se nunca no-los deram, antes no-los tiraram tantas vezes? Viva a fartura!
E andamos nós, os ingénuos “palermas” dos benfiquistas, todos os anos a sonhar com as melhores expectativas para o nosso Clube, julgando que todas estas coisas são normais, mas não são: depois, no fim de tudo, abacocados e desiludidos, ficamos a chorar baba e ranho, defraudados e a gritar aqui-del-Rei porque os sonhos arquitectados se desfizeram, desvanecidos pela luz da realidade, esbracejando e esgrimindo contra moinhos de vento e esconjurando esses próprios sonhos como se fossem eles os culpados do fracasso. Não vemos que esta despudorada gente manobra tudo como lhe apetece e com a maior tranquilidade? Ó caros amigos, o que aconteceu ontem é tão surreal que nem pode ser disfarçado e só não vê quem for cego ou não o quiser fazer. Apesar de, para mim não ser qualquer novidade desfez-me, contudo, algum ínfimo resquício de dúvida que ainda pudesse restar nos arcanos da minha credulidade. Eu preferia que o Benfica tivesse empatado ou perdido aquele jogo a tê-lo ganho dessa forma; tal é que seria normal, porque normal é uma grande equipa empatar com outra mais fraca, normal é o Benfica estar a ganhar por 2-0 a um qualquer Gil Vicente e acabar empatado, normal é o Barcelona estar a vencer por 2-0 e, em pouco mais de cinco minutos, consentir a igualdade no marcador em seu próprio estádio, normal é o Real Madrid ser eliminado por um grupelho sem nome; tudo isso é que faz parte da normalidade. C’os diabos: pois não se vê que a arbitragem de ontem foi tão premeditada, intencional e cirúrgica que nem sequer deu para disfarçar? Já hoje pude constatar isso enfrentando alguns “portistas” que num gozo alarvático e numa arrogante euforia rasgavam as vestes clamando contra tão atrevida e escandalosa ajuda ao Benfica, como se eles fizessem parte da agremiação mais impoluta do Mundo! Fazem as coisas tão á descarada e tão á vontade que nem temem sequer o ridículo de elas serem ostensivamente tão mal feitas. E o que me deixa indignado e com revolta é que se aceite e se participe na gigantesca farsa de um campeonato, inútil porque viciado, sabendo-se já de antemão quem é que o vai "ganhar", entre aspas. Deus do céu, o que me espanta é a maneira sempre igual de como tudo se processa e de toda a gente o aceitar, muda e queda, como anjinhos papudos, até os que sentem na pele os malefícios de tais práticas. Jogar para quê, senhores, se tudo se encontra já decidido? Só o que muda todos os anos são as ilusões e os detalhes .
Fui um dos que escrevi, com certo convencimento, diga-se, após a derrota da Corja corrupta com o Barcelona, que eles um dia iriam cair, porém, pelo rumo que as coisas continuam a seguir sem nada mudar, tudo exactamente como há trinta anos, fiquei deveras céptico e descrente. Com bons jogadores ou com maus jogadores, com onze ou com cinco, com um treinador de topo ou com um qualquer begueiro, continuam imbatíveis e não se vislumbra nenhuma brecha no sistema. Por isso, daqui continuo inutilmente a clamar:
 - Mas que adianta estar sempre a falar em corrupção (claro que eu sou um dos que mais acirradamente fala) se os corruptos continuam a praticá-la, com o mais descarado á-vontade e rindo-se ainda por cima? 
Está mesmo a ver-se que não adianta nada! Se fosse só no futebol ainda vá que não vá, porém, essa gente parece oriunda de outra dimensão ou pertencente a uma raça superior do Cosmos, ganhando também tudo em quase todas as outras modalidades e com os mesmos argumentos. Fenómeno espantoso e nunca visto!
A culpa, se calhar, é toda minha, da minha ingenuidade, da minha boa-fé que ainda acredita em contos de fadas, tornando-se evidente que, ao navegar nestes mares ou ao percorrer estes caminhos, na realidade não estarei no meu perfeito juízo, como era suposto dada a idade que já tenho. 
Ás malvas para tudo isto do futebol dito português!


segunda-feira, 29 de agosto de 2011

A FÁBULA TRISTE DUM TRISTE LEÃO

Não costumo falar de outros clubes, a menos que haja razões que o justifiquem. Por isso, no campeonato português, poderei comentar factos de apenas dois deles, os Corruptos e os Sardões verdes; querereis, suponho, saber de tais razões. Elas são por demais evidentes; no que toca aos meliantes do Freixo entendo que é uma agremiação de tal forma torcionária que provoca carradas de razões para todo o tipo de falatórios e, quanto aos pobres lagartos são outros dos que geram as mais diversas vozearias através de sentimentos os mais díspares e antagónicos; de compaixão uns, de indignação outros, de descaramento alguns e que suscitam as mais diversas contestações. 
Ora hoje, eu vou tecer alguns considerandos sobre o Sporting que não são mais do que uma singela opinião minha e, creio,  de muitas outras pessoas.
Eu sou do tempo em que o Sporting era um Clube importante e digno, honrado e correcto rival do Benfica, por quem eu tive respeito. Porém, desde que a figura sinistra e tenebrosa do seu presidente José Roquete lucubrou certa noite jogar o nosso Clube para o caixote do lixo da História, quiçá mesmo apagá-lo de modo definitivo, esta Instituição mergulhou num limbo de ignomínia, por força de tão vil, inútil e cobarde acção. E para o descalabro ser o mais funesto e desastroso, muito contribuiu a espúria e malfadada aliança com outro ser abjecto e maquiavélico que, era bom de concluir, nunca lhe concederia nem cederia qualquer importante benefício mas apenas miseráveis e pobres migalhas de um opíparo, inquinado e permanente banquete. E não é que o Sporting, iludido por tão traiçoeira sereia, aceitou de bom grado essa deletéria subalternização no opróbrio da curvatura da sua coluna vertebral? Qualquer cidadão sensato se interrogará como foi possível que uma Instituição daquela grandeza, algumas vezes no passado mesmo a primeira no futebol português, tivesse vergado a cerviz a uma agremiação insignificante e mesquinha que sempre lhe fora inferior e sem outra projecção de relevo até então a não ser a da tramóia e a da batota!? 
E, como era de prever e se tornou evidente, o outrora nobre, orgulhoso e velho leão, mergulhou numa irreversível e atroz decadência, submisso e manso, e vem comendo o pão que o diabo amassou, berrando culpas e maldizendo desde esse profundo báratro, estranhamente e sem nexo, contra o seu leal e antigo rival, esconjurado como causa única de todas as suas míseras e frustrantes desgraças. Nunca essa gente, cega pela inveja e pelo ódio, anteviu ou considerou sequer que a razão de todo esse declínio era exclusivamente dela própria procurando, dessa forma, arrepiar caminho e exorcizar os demónios a quem  tinha, erradamente, vendido a alma e a dignidade. Nunca apoiaram o Benfica na sua árdua luta pela moralização do futebol português, pela verdade da competição, pela transparência na aplicação das suas regras, tendo-se calado sempre, até perante as mais irrefutáveis evidências e, o que é pior, dando sempre razão a quem nitidamente se servia deles. Foram - e ainda são - humilhados e trucidados por esses falsos amigos, perderam o decoro e a honra e vêm-se arrastando tristemente pelos caminhos de uma solitária amargura.
E então eu pergunto: por que corre o Sporting? Nem eu nem ninguém pode ao menos sentir qualquer pena deles pois estão a colher aquilo que semearam; a adulação, a iniquidade, a capitulação pura e simples. Poderei não sentir regozijo pela situação deles, mas também não tenho qualquer dó ou pesar, somente tranquila indiferença. Lá com eles e que se desenvencilhem do nó onde se deixaram apertar. 
Ena! Agora reparo: parece-me que estou a agir como um velhaco tartufo porque a verdade é que, bem dentro de mim, sinto um irreprimível gozo com todas as desgraças do sardão verde, sim, porque há sardões vermelhos. Vermelhos? Deixa-me bater na madeira: cruzes, canhoto! Lagarto, lagarto!

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

ELES HÃO-DE CAIR

É certo e sabido; eles hão-de cair, hão-de sumir-se na ignomínia pois nada neles é verdadeiro, cheira a trafulhice e a mentira. Exibem com despudor a ousadia e a arrogância dos néscios, são cobardes e tratam com desprezo os seus parceiros, enchem o peito de orgulho bacoco e proferem alarvidades, julgam-se os maiores da Terra por se sentirem impunes dentro deste País de opereta pensando que lá fora a situação se processará da mesma forma. 
Ulularam aos quatro ventos que não iam ver o Barcelona a jogar e que estariam lá para discutir o resultado taco a taco e de olhos nos olhos com tão poderoso adversário mas, pelo que se viu, não só foram lidados como mostraram a podridão de que são feitos. Se bem entendo, acho que não puderam utilizar o tão necessário doping, um dos muitos meios de que deitam mão para triunfar no futebol português. E anda um grupo destes trapaceiros a competir de forma indigna com os demais Clubes dignos! Como é que isso lhes é permitido?
Muito por acaso e sem intenção, ouvi ontem num programa televisivo um qualquer coisa Fidalgo, abanando nitidamente a cauda como um podengo amestrado, a tecer louvaminhas ao clube do Freixo, debitando sandices nojentas, tais como:
- o Barcelona que se cuide pois se há equipa capaz de lhe bater o pé, essa será a do FCP…
rematando de forma bajouja e pesarosa que a sorte do Clube catalão era a de que o pássaro Falcao já não jogaria nessa partida.
Sinto um desprezo absoluto por tudo o que é considerado como “imprensa”, quer falada, quer escrita e por todos os títeres e mentecaptos que nela proliferam como bicharada nojenta e repulsiva. Porque não são sérios, são gente cheia de um ódio vesgo, doentio  e sem qualquer motivo ou razão. Agem como verdadeiros cães de fila dos seus donos, sem um laivo de consciência ou dignidade. São indivíduos sem ética e sem moral. Além desse desprezo que sinto por toda essa corja, abomino-os sobremaneira e para mim não passam de lixo pestilento. 
Provavelmente não será já no meu tempo, mas antevejo que toda essa abjecta Canalha que faz parte da Organização da Mafia do futebol do Porto e toda a escumalha que a apoia e bajula há-de cair um dia, há-de dissolver-se na lama da sua própria vergonha, há-de sumir-se nas profundezas das trevas em que se movimenta como fauna traiçoeira e peçonhenta, deixando apenas a memória dum tétrico pesadelo.
Eles hão cair!

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

PALAVRAS PARA QUÊ?


Fala-se muito por aí, falam os benfiquistas, falam os sardões verdes, falam os seguidores andrades, falam as televisões, as rádios, escrevem os jornais, falam todos, discutem, barafustam, dão sentenças, arrotam leis e que dizem todos pelo facto de o Benfica nunca ganhar nada, campeonato após campeonato? Ora, o alarido é sempre o mesmo:
— Os benfiquistas que tenham vergonha, que se deixem de lamúrias, que joguem á bola e não se queixem dos árbitros.
Concordo que até possa ser verdade - e nalgumas circunstâncias até o é - mas todo esse palavreado seria admissível e legítimo se não mascarasse a transparência da competição. Infelizmente existe uma incontornável certeza: o jogo está viciado e de forma tão escandalosa e descarada que nada do que se diga tem qualquer  sentido ou relevância. 
Senão observem: o campeonato é, como dizem, uma prova longa e de regularidade e as equipas nele intervenientes cometem durante o decurso do mesmo diversos erros, mais ou menos frequentes, falham em estratégias mal delineadas ou conseguidas, atravessam altos e baixos e oscilações de forma e o clube que, no fim tirar o melhor aproveitamento dessa contabilidade, será ele o campeão. E é mesmo assim que o jogo deverá ser. Isso dará aso a que uma equipa que ontem perdeu ou empatou, amanhã possa aproveitar o deslize de outra nas mesmas circunstâncias e, dessa forma, recuperar do erro cometido, num evidente e forçoso equilíbrio de forças. Ora, se quando um clube está nessa boa forma ganha, será de esperar que quando jogar menos bem, o mais certo é que venha a perder algumas vezes. Porém, se nesse pico de má forma o tal clube for ajudado a ganhar com regras viciadas e, o que é pior, se o rival, mesmo jogando bem, ainda for empurrado para baixo, torna-se por demais evidente que o dito clube batoteiro, terá sempre a vitória e o sucesso garantidos. Isto é, joga sempre com regras e armas diferentes em qualquer circunstância. Por isso, acham que não faz diferença? Claro que faz e fá-la toda.  Como disse, há sempre um dia ou dias maus no meio de actuações memoráveis e brilhantes, como o Benfica costuma realizar. Contudo, se jogando muito ou jogando pouco, o clube corrupto ganha sempre e da maneira como o faz, logo se vê que os outros competidores nunca vão conseguir recuperar de qualquer percalço negativo; e então eu pergunto: que adianta ás outras equipas jogar bem ou fazer boas exibições? 
Entretanto e vergonhosamente, que vemos nós e o que tem sucedido durante mais de trinta anos? Que tudo não passa de um logro e de um embuste. De que serve algum clube perder, se um rival interessado nunca perde, mesmo quando tal cenário é mais que certo? De que serve um qualquer outro clube praticar um excelente futebol se outro adversário interessado, mesmo que jogue mal, acaba sempre por sair vitorioso? Acontece que a tal compensação pelo erro dos outros se tornará impossível, porque falseada.
E não há nada a fazer; digo mal, não há é ninguém que faça ou que queira fazer alguma coisa e, assim, tudo corre de forma imutável, com resignação, conformismo e submissão. O que se passou ontem em Guimarães vem corroborar as minhas asserções. Se o resultado do jogo com o desprezível grupo do Freixo não tivesse sido adulterado por um ladrão contumaz, já o impacto do desaire do Benfica em Barcelos, independentemente de outros juízos, teria sido menos pernicioso, ter-se-ia atenuado e entraria nas contas da referida contabilidade desportiva. E notem ainda, não tenho medo de o dizer, que hipócrita não sou: a única solução para travar estes desmandos e cortar o mal pela raiz é escorraçar os ladrões, amedrontá-los, desancá-los se necessário for e não lhes partir apenas dois dos dentes mas sim a dentadura inteira. Senão de que servirá todo esse falatório? E, o que é pior, no fim de tudo, toda a gente, até mesmo os que foram espoliados e vilipendiados, se aprestam, pressurosos, a reconhecer alarvemente que o ganhador foi um campeão com toda a justiça. 
Eu recuso-me a dançar nessa festa!


sábado, 13 de agosto de 2011

DESISTO!

Não sou daqueles que costuma chorar sobre leite derramado mas, reconheço, é demais e assim não dá. Uma equipa de supostas estrelas, pagas a peso de ouro, com pretensões a girar na alta roda do futebol e que se quer comparar a outros grandes Clubes, possuidora de pergaminhos históricos de certa monta, mas que não consegue ganhar a um modesto Clube de divisão secundária, recentemente promovido, que nem pré-época fez, de parcos recursos económicos, cheio de fome e penúria, sério candidato a uma nova descida de divisão, ainda com a agravante de ao fim de meia hora de jogo já ganhar por 2-0, tal equipa não merece, na realidade, conseguir qualquer êxito ou que se lhe tenha respeito. É por demais surreal  e mesmo absurdo. Santo Deus, mas como é possível que ninguém, em tantos anos, seja capaz de alterar este filme? 
Para quê entrar em mais um campeonato? Comecem já outros, tantas e tantas vezes quantas as que sejam necessárias para que as coisas possam ser diferentes! Não se trata de nenhum exagero porque eu já tinha previsto toda a situação e nem era assim tão difícil, mas o campeonato, ao fim de uma jornada, acabou mesmo e não venham agora com choradinhos bacocos, “ah e tal, não significa nada, acontece” e quejandas frases feitas para estas ocasiões; qual quê, amigos, só não vê quem não quer ou que  esteja prenhe de ingenuidade. Aos anos que é sempre a mesma coisa! Vem um clubezeco sem expressão com um craque qualquer - craque para eles, entenda-se - e basta-lhe apenas esse craque para derrotar uma super equipa como a do Benfica, sempre do mesmo modo, ad nauseam!  Por isso pergunto:  quem pode aguentar tudo isto? Só um mentecapto ou um louco!  
Dois pontos já foram; mau prenúncio, porque muitos mais irão voar ao longo da prova, não haja ilusões! A Liga dos campeões, também irá; ainda bem, digo eu. Porque estranho masoquismo o Benfica anda a esbanjar recursos que não tem, a fazer esforços inúteis, para nem sequer conseguir ganhar a um pequeno clube de província?
Desta forma, desisto; cheguei ao fim! Entendo que é um contra-senso arranjar sofrimento e depressões com uma porcaria como o futebol. Deixo aqui, destarte, o meu final lamento de Dido: futebol, nunca mais, Benfica, nunca mais! Há que saber morrer com dignidade.

domingo, 7 de agosto de 2011

A LUZ E A ALMA

Mosteiro da Flor da Rosa


Já o tenho afirmado muitas vezes que, embora minhoto, sinto um certo encanto pelo Alentejo; pelo seu calor intenso, pelo seu escaldante sol, pelas suas planícies fulvas e extensas, pelos seus solitários chaparros, pela sua emblemática gastronomia, pelo seu modorrento e lânguido cante. Por lá me acomodei muitas vezes e este ano, para não fugir á regra, rumei até á aldeia da Flor da Rosa, nas terras do Crato, famosa pelo seu vetusto mosteiro do qual foi  prior o pai do santo condestável D. Nuno Álvares Pereira e que nele jaz sepultado em histórico túmulo. Não é propriamente uma localidade sita na parte mais profunda da província, mas pouca diferença dela faz. 
É sempre bom experimentar o calor dum familiar, dum amigo, duma pessoa amada, dum seguidor, porque nos faz sentir animados e com força para enfrentar as agruras da vida: daí a importância que representa para o Benfica o incitamento e apoio dos seus sócios e simpatizantes, sobretudo nas horas mais difíceis e nos momentos em que se vê acossado pelos ataques soezes dos malfeitores e ladrões.
Ontem, já quase ao fim do dia, fui até um café para tomar uma bebida fresca e dei com ele muito cheio de pessoas que em frente dum televisor assistiam á transmissão da Eusébio Cup. A maioria da assistência era composta por gente simples, gente calejada e vivida, mais velhos que novos, mas que tinha em comum um grande fervor e ansiedade benfiquistas, manifestando-se em cada jogada e peripécia com ademanes e gestos de frustração ou alegria. Gosto muito de falar com as pessoas da terra onde me encontro e, no intervalo do jogo, com tudo mais sossegado, dirigi-me a alguns deles e perguntei-lhes:
—Amigos, vejo por vocês que por aqui há muitos benfiquistas.
Quase me não deixaram acabar porque logo um deles me atalhou de modo rápido e peremptório:
—Somos todos do Benfica, o maior de Portugal. 
E o compadre logo acrescentou:
—Mas o amigo não é de cá.
—Não, sou de lá de cima do norte.
Pareceu-me que esta resposta os deixou um tanto tristes e desiludidos.
—Ah! Então deve ser portista, pois dizem que nessas bandas todos são adeptos do tal Clube.
—Alto aí, atalhei; vocês é que confundem norte com Porto, mas não é nada disso. Embora a cidade do Porto fique no norte ela, de modo algum, representa o norte e garanto-vos que por toda essa região nortenha se vêem tantos benfiquistas como cá por baixo, sendo eu próprio benfiquista desde pequeno e agora também sócio. 
Foi uma enorme satisfação para todos e, terminado o desafio com a nossa vitória, deixei-me ficar muito tempo no meio daquela gente, a conversar, a confraternizar, a partilhar da sua alegria pela vitória, sobretudo e porque me dá um prazer enorme, a denegrir e maldizer os corruptos do Freixo e seu asqueroso mentor. 
Nesse momento e ali mesmo, pude apreciar então a verdadeira alma do Benfica, a beleza e genuinidade duma grande paixão, o brilho duma luz sem mácula, a simplicidade dum amor sincero, a fé convicta numa Instituição que se difunde por todo o País e por todo o Mundo. Não existe mais nenhum outro Clube que gere tal misticismo, tão cega e altruísta fé nos seus seguidores. Ontem, foi-me dado perceber e experimentar, de forma emocionada, o que é a alma do Benfica, muito mais que um Grupo de futebol, muito mais que uma Entidade desportiva; faz parte de um povo inteiro e como esse povo compõe a Nação, entendo que a sua alma é maior que a Nação, por isso, o Benfica é, com toda a propriedade e sem exagero,  maior que Portugal.


segunda-feira, 1 de agosto de 2011

AVES, ANIMAIS E OUTROS BICHOS

Não tenho nada a ver com outros Clubes, nem mesmo quero, mas dado ser um acontecimento público e que passou nas televisões, não deu para o ignorar e apenas lhe vou tecer um pequeno comentário por via do seu ineditismo. Estou a referir-me á apresentação da nova equipa dos lagartos onde, fruto da macaquice duma risível e bacoca imitação, foi exibida, antes do jogo começar, uma pequena gaiola dentro da qual parecia rosnar um cachorro de leão, de gestos agressivos, talvez aborrecido por se ver preso e confinado a uma exígua e apertada jaula. Confesso que a achei uma cena tão caricata, tão hilariante e tão ridícula que ainda, nesta altura, não consegui parar de rir. Coitado do animal, digo eu, e não sei se todo esse quadro não estará mesmo fora da lei; fora do bom senso está, com certeza. Eu sei bem o que os esverdeados sardões pretendiam para que tal imitação pudesse corresponder, de forma mais fiel, ao ritual que é (ou foi) levado a cabo com o símbolo vivo do Benfica, a nossa águia Vitória. Esta, por ser uma ave e poder voar, irrompia  pelos céus da catedral da Luz, altaneira e livre, sem prejudicar quem quer que fosse e, por isso, eu gostaria e seria mais a propósito, de ver um grande leão, de farta juba, a passear cheio de imponência pelo relvado, antes de cada jogo que se efectuasse na Alvaláxia. Havia de redundar num espectáculo ingente e épico, com todos os sócios e adeptos desse Clube, amontoados e em pânico, a fugir de tão assanhada fera. Para tal não acontecer, o melhor seria substituir o leão por uma pequena lagartixa, porém, tal solução teria o inconveniente de ninguém a ver, mimetizada no tapete verde, correndo mesmo o risco de ser esmagada por alguma  mais que provável  e fortuita pisadela.
Por outro lado, acho que este gesto do clube do visconde configura um mau precedente, pois isto de imitações trazem sempre inesperados percalços e, se a moda pega, não tarda muito  que o grémio corrupto também não queira ficar atrás. Só que, nesse caso, será uma tarefa mais difícil de executar por se tratar de um bicho mitológico. No entanto, como essa escumalha faz tudo o que quer, estou a topar a solução. Á semelhança do que fizeram ao comprar a baliza dum determinado estádio, assim também eles poderão contactar um desses estúdios cinematográficos onde se constroem carcassas mecânicas de dinossauros, abomináveis homens das neves e dragões e vão fazer voar o fabuloso mostrengo pelo negrume do céu da pocilga do Freixo, bufando labaredas de fogo e agitando as nervudas asas em batidas compassadas e medonhas. Essa, sim, será uma contemplação dantesca, assombrosa, inenarrável e cósmica que provocará nos basbaques seguidores da Besta e nas sevandijas dos seus lacaios paineleiros uma bajouja e nunca vista admiração.
As labaredas sopradas pelo monstro teriam, porventura, uma vantagem; a de neutralizar o cheiro nauseabundo da corrupção que fede naquele cortelho imundo de Contumil e a de mascarar a flatulência mal-cheirosa do peidoso mentor do estercorário chiqueiro.
E agora … ala, que vou de férias; mas não tenciono parar.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

JURAS DE AMOR

Andamos muitos de nós, benfiquistas, a querer descobrir neles e a exigir a todos os jogadores que passam pelo Benfica que tratem o clube como sendo o único e se desfaçam em juras de amor para todo o sempre. Santa ingenuidade! Eu já assim fui, também romântico e bacoco, e levei muito tempo a convencer-me da realidade. Em tempo já muito distante, vá que não vá, de facto, assim era. Estou a lembrar-me daquela pléiade de grandes jogadores portugueses doutras eras, todos Homens a valer que amavam sinceramente o Clube e ainda hoje se pode constatar isso quando se ouvem muitos deles, já velhos e encanecidos, a falar em diversos espaços da comunicação. Mas o futebol mudou e transformou-se numa prostituída feira de vaidades onde o único Deus e deslavado “Amor” é o dinheiro; não tanto a glória. Por isso, eu escuto muito companheiro benfiquista a chorar baba e ranho, ressabiado,  deprimido e inconformado, quando algum jogador que se deu bem no Clube e lhe proclamou juras de amor eterno, o renega e maldiz depois, como um infiel namorado que se enredasse noutro xodó. 
É o caso do Luizão. Protagonizou agora esta novela de faca e alguidar, pelos vistos já ensaiada noutras épocas e nós todos nos sentimos traídos com o que classificamos de ingratidão e infidelidade. O que o Luizão quer, sei-o eu e sabem-o todos bem demais, por isso vos digo: ele quer ir embora? Deixai-o ir que o Benfica não acabará. Se fosse comigo, não haveria ainda de sair, já tinha saído há muito, quando falou demais. Em todos os contratos - mesmo nos de casamento - o amor vale pouco ou nada e eles servem somente como documentos que deverão ser conduzidos e resolvidos de forma pragmática. 
Que o Luizão vá ou que o Luizão fique, a mim pouco se me dá. Pode parecer que noutras paragens as coisas sejam diferentes, mas não são, porque a quem segue atrás do dinheiro só uma coisa o pode travar nessa demanda: o medo aos que têm o poder e a força  e sabemos quem são. Com esses, antes de se falar, há que pensar duas vezes, ou nem falar sequer; assinar num minuto e pôr-se de cócoras.
É claro que bastante deste estardalhaço também é gerado e alimentado por muita dessa gente abjecta que se imagina e se tem na conta de jornalista, mas que não passa de verdadeiros crápulas, alcoviteiros e agitadores, mansos podengos de língua arfante a farejar e a lambuzar o dono. É verdade que eles fazem com que muitos benfiquistas emprenhem pelos ouvidos e procedam depois como carpideiras num velório. Eu também já embarquei nessas águas, mas também já me curei dessa moléstia e hoje não me custa nada rir de tais pilhérias.
Sabeis o que me preocupa? Sentir o Benfica um tanto abúlico e descrente, sem aquela firmeza que costuma ser apanágio dos vencedores.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

HUMILDADE OU ARROGÂNCIA?


 Estranhamente, fala-se agora muito na “humildade” que o Benfica deveria ter. Mas quem alerta para isso são precisamente aqueles que mais incham o peito com a arrogância de que tudo está mal no Clube e que, por isso, o verberam e criticam, quase sempre sem fundamento, convencidos de que só eles é que estão certos, não admitindo sequer que possam estar errados. Deixemos esses a zurrar para o céu! Mas por que carga de água uma Instituição como o Benfica terá de praticar a humildade, quando são outros que agem exclusivamente concentrados na obsessão de o destruir e humilhar? Custa-me, na verdade, ouvir tais dislates, todavia, para mim valem o que valem! Quem tem consciência do seu valor e da sua força não pode andar como um pedinte, de chapéu na mão, a reconhecer virtudes a quem as não possui. O Benfica tem de viver sempre de cabeça bem erguida pois, em conceitos morais, não recebe lições nem deve nada a ninguém! A falsa humildade, na maioria das vezes, não passa de um orgulho encoberto. Entendo e acho até bem que, se o puder fazer, bata forte e feio naqueles inimigos que o odeiam. 
Sempre tive a convicção própria de que, após ter deixado de jogar só com portugueses, o Benfica deveria dar preferência, em primeiro lugar a jogadores espanhóis, depois a europeus e a seguir a jogadores africanos. Explico porquê: os espanhóis são muito parecidos connosco, identificados com os nossos costumes e com a nossa raça, - não são eles conhecidos como nuestros hermanos? - os europeus possuem outra cultura de seriedade e profissionalismo e os africanos levam dentro de si a força inata e selvagem duma privilegiada tendência para o jogo da bola. Mais ainda porque já foram atributos que o nosso Clube praticou, mormente  nos tempos de Eusébio e companhia e a que tive o privilégio de assistir.
Aqui há meia dúzia de anos fui visitar umas pessoas de família á minha terra de origem, junto da raia galega, onde a convivência com os vizinhos espanhóis é normal e diária. Nessa altura andava o Clube pelas ruas da amargura e falando nós em tais dificuldades alguém me disse com acentuada convicção:
— Olhe, o Benfica, para sair do buraco em que encontra e levantar a cabeça, que contrate jogadores espanhóis e vá buscar o Camacho. É espanhol e homem de forte determinação!
Nunca mais me esqueceu tal alvitre com o qual se tornava evidente concordar e não é que, pouco depois, o Camacho veio treinar o Benfica? Infelizmente todos sabemos no que deu, mas reconheço que não foi por culpa dele e que, mesmo assim, a partir daí, sempre algo mudou para melhor.
Por via disso, muito me apraz constatar que, com mais relevância nesta época que agora começa, algumas daquelas minhas ideias se estejam a concretizar e a seguir no nosso Clube. Não fora ainda a grande proliferação de brasileiros e argentinos que, quanto a mim, pouco peso trazem ao grupo, esse meu conceito seria muito mais abrangente.
Apesar de tudo e se, desgraçadamente, os dados não estivessem viciados neste país, o plantel que o Benfica possui neste momento era mais que suficiente para conseguir os desejados resultados desportivos.

terça-feira, 12 de julho de 2011

O MEU MEDO

Sinto muito medo! Estou com muito medo da nova época de futebol que em breve vai começar! E sinto medo porquê? Porque o problema não está no Benfica e sim fora dele, como toda a gente sabe e não quer ou não lhe convém admitir. O Benfica poderia, ao longo destes trinta anos, ter perdido muitos campeonatos, mas uma coisa vos garanto e não tenho nem há nenhuma dúvida de que, em circunstâncias normais, também teria ganho muitos mais do que aqueles que ganhou. O título de há dois anos foi disso um exemplo, mesmo uma ameaça e um aviso; não se alimentem logros, ele não foi conquistado por termos tido grandes jogadores e uma grande equipa, foi-nos concedido devido a interesses logísticos das forças criminosas que tomaram de assalto o futebol deste País e senão atente-se na resposta que surgiu na época seguinte, impiedosa, contundente e brutal. E o meu medo está no mesmo estado de coisas. Não duvido do nosso Clube, não estou a criticar nem a atribuir culpas a ninguém, não estou a augurar catástrofes, no entanto, quem encara o panorama com a realidade dos factos, vendo que nada mudou, nem de métodos, nem de actores, adivinha e prevê como tudo se irá desenrolar novamente.
E neste momento, sem pretender ser profeta, adivinho ou agente sibilino, sem derrotismos ou apostasias, vou dizer-vos o que se vai passar e não me censureis nem me recrimineis com o chinfrim de histéricas indignações, pois se trata apenas de um palpite meu que também muito me caustica e fere pela impotência de nada poder fazer para o evitar, constatando que igualmente ninguém pode e que, por tal proferir, não deixarei de ser menos benfiquista que todos os outros benfiquistas. 
Assim de imediato, pressinto que a entrada na Liga dos campeões vai ser a miragem do costume e, no campeonato, ao fim das duas ou três primeiras jornadas também se esvairá a crença e o entusiasmo na fatal neblina da decepção, pois se trata do guião do mesmo filme de há muitos anos, estafado e sem qualquer espécie de alteração.
Costumo conversar sobre estes temas com inúmeros companheiros e correligionários benfiquistas e ouço muitos deles até em comentários de programas da nossa BTV que, com uma clarividente perspicácia, recalcam na mesma e única tecla do inimigo externo. Por isso, escolhamos nós próprios os caminhos que escolhermos, fatalmente nos iremos desviar porque, de facto, todos esses caminhos nos levarão ao engano e serão mesmo um alívio e uma garantia de êxito para aqueles que apostaram na nossa perdição.
Precisaria de toneladas de fé e de uma grande dose de loucura para descrer das minhas conjecturas, desejo mesmo que não seja assim como prevejo,  mas … não dizem que a esperança morre sempre no fim de tudo? E uma coisa é certa; conformar-me, nunca!

sexta-feira, 8 de julho de 2011

O DIA EM QUE FUI ROUBADO EM BRAGA

Como, neste momento, estamos para aqui sem grandes assuntos para explanar, vou contar-vos uma peripécia que me aconteceu há já alguns anos na cidade de Braga, ainda no antigo estádio, antes 28 de Maio e depois, ao sabor da revolução, re-baptizado de 1º. de Maio. Nesses tempos em que o Benfica lá jogava, ainda era muito benquisto e respeitado pelo clube bracarense, porque este ainda não tinha sido eivado da peçonha de certos bichos mitológicos nem tinha ainda a alma possuída pelos demónios da camorra; por isso, o respeito imperava de forma natural e pacífica. No entanto, o jogo que se traz á baila não era mesmo contra o Clube local e sim contra o União da Madeira que, nessa altura andava na primeira divisão e, como tivesse jogado na jornada anterior em Lisboa, não recordo contra quem, e não querendo regressar ao Funchal para não aumentar as despesas, resolveu escolher o dito estádio 1º. de Maio, em Braga, para defrontar o Benfica na jornada a seguir. Treinava então a nossa Equipa o Toni e faziam parte dela jogadores de grande gabarito e sobejamente conhecidos, tais como Rui Costa, Isaías, Rui Águas, João Pinto, os russos Yuran e Kulkov, entre muitos outros de conhecido renome e, caso vencesse, sagrar-se-ia campeão como, de facto, veio a suceder.
Havia um grupo de amigos, entre eles o meu falecido irmão e um sobrinho meu que é médico, que não falhava um jogo do Benfica quando este se deslocava a Guimarães, Braga, Póvoa ou Vila do Conde. Como todos eles residiam num concelho vizinho daquele onde eu morava e ainda moro e porque ficava também mais perto da cidade dos arcebispos, era costume algum deles pedir-me para  conseguir os bilhetes que fossem necessários. Dessa vez, foi o referido meu sobrinho que se encarregou de me telefonar:
Tio, arranje 6 bilhetes, mas para a Tribuna, porque tencionamos ir um pouco mais tarde mas ter lugar garantido ao chegar.
A Tribuna, no antigo estádio 1º. de Maio, era assim como uma espécie de bancada central, frequentada por pessoas consideradas mais evoluídas e com mais desafogo económico e, nessa ocasião, um ingresso para ela custava 5 200$00, mais uns pozinhos para despesas logísticas.
No dia desse jogo, chegamos muito perto do início do mesmo e nas imediações do estádio mal se rompia por entre uma apertada multidão que se movia desorientada e desordenadamente. Percebemos logo que não ia ser fácil entrar no estádio e chegando a muito custo ao buraco de acesso á Tribuna verificamos que, na verdade, não era possível fazê-lo, pois não cabia uma folha de papel entre cada um dos espectadores que já lá se encontravam, de pé e espremidos como sardinha em canastra. Pudera!  Nesses tempos já se explorava o Benfica forte e feio, sem escrúpulos, e nos jogos em que Ele intervinha, se a lotação do recinto se compunha de 20 000 lugares eram, certamente, vendidos 40 000 ou mais. Felizmente que isso hoje não é mais possível
Interpelando um dos funcionários que nos vedava a entrada e exibindo-lhe os bilhetes adquiridos ele, um tanto agastado e impotente, foi-nos sugerindo o  seguinte, em jeito de solução:
Amigos, como vêem, aqui não conseguem entrar; se desejarem podem seguir para a cabeceira que fica junto da porta da maratona. Retorquimos que os nossos bilhetes tinham custado mais de cinco contos cada um e o preço dos da cabeceira era muito mais baixo, por volta dos trezentos escudos. O homem foi, então, irredutível. Indignados, dirigimo-nos a um polícia que por ali andava, demonstrando-lhe o nosso inconformismo. O guarda, inicialmente, procurou deitar água na fervura e, por fim, não o conseguindo, ainda nos verberou a conduta de termos chegado muito em cima da hora. Então, um de nós não se conteve e enfrentou-o:
Senhor agente, se eu roubo vinte escudos a alguém dá-me logo voz de prisão por gatunagem e aqui o Clube de Braga rouba-nos quase cinco contos e diz que nada pode fazer? 
E é que não entramos mesmo, nem vimos o desafio. Valeu-nos o Benfica ter ganho  por 3-0, sagrando-se, mais uma vez, campeão. 


segunda-feira, 4 de julho de 2011

TRABALHO DE EQUIPA

Assisti, há dias, salvo erro numa transmissão de trabalhos da Assembleia da República que, de modo suposto, não deveria ser das bananas mas o é de facto, a uma intervenção do actual ministro das finanças. Nada haveria digno de reparo, não fora o teor bizarro que da mesma eu pude inferir. Afirmava então o dito governante que todos os portugueses e com maior razão os que foram eleitos para nos conduzir deveriam agir e actuar como uma equipa de futebol, segundo percebi sem vedetas, composta, no entanto, por bons guarda-redes que não dessem “frangos” e por bons avançados, aqueles defendendo, estes marcando muitos golos, precisamente para bom desempenho e engrandecimento da respectiva equipa. Como, durante a prelecção, tivessem perpassado burburinhos e cochichos pelas bancadas dos deputados, logo a ilustre figura do orador, num sorriso amarelo e comprometido, entrou numa solicita divagação para garantir ao auditório que as suas insinuações e remoques eram infundados, pois que ele nem sequer era benfiquista. Vejam bem, como se ser benfiquista fosse um crime, uma sarna incomodativa ou uma vergonhosa lepra!  Que mirífico estofo o deste comparsa político!
E pus-me a congeminar em como era possível com gente desta se chegar a qualquer meta segura e com os resultados pretendidos. Lá estava mais um a chafurdar na bacoquice do futebol e, ainda por cima, a renegar e denegrir o Clube que mais se identifica com o povo português que pretendem servir. Pois não dizem que somos milhões, que o Benfica é do Povo, amado pelo  Povo, sendo até ele o próprio Povo? Por isso não compreendo como esta casta política a quem o povo dá jus e sustenta hostilize, de forma gratuita e preconceituosa, esse mesmo Povo, as suas ligações afectivas e as Instituições que preza. 
Tal não lhe interessou ou achou por bem não referir nem se preocupar, mas ao citar ali o futebol, deveria o ministro ter falado apenas no sentido de o moralizar e tornar limpo, de denunciar e corrigir a pouca vergonha das tropelias e manivérsias que certos dirigentes utilizam para fugir ao fisco e que por aí passeiam impunes, na maior das calmas, como se nada fosse com eles. 
Propalam aos sete ventos que os sacrifícios devem ser feitos por todos, mas já se viu a governar algum Povo e a impor-lhe cortes e privações, alguém que receba o ordenado mínimo? Eu, pelo menos, nunca vi. Os ladrões não cortam nada a eles próprios nem fazem sacrifícios, como se constata nos anais da História, com excepção feita a Robin Wood, embora se trate de um mito.
Não fosse o triste significado que tais peripécias e atitudes encerram, nem valeria a pena fazer menção delas, porém, o que magoa e dói é o que se pode entender nas entrelinhas. 
Pobre Benfica a quanto ostracismo foste, obscuramente, votado!

quarta-feira, 22 de junho de 2011

FIM DE SEMANA


Este fim de semana fui convidado por um condiscípulo e amigo meu, benfiquista, a passar uns dias em Carrazeda de Ansiães, onde fui recebido e tratado com toda a deferência. Foram-me apresentados vários outros amigos benfiquistas, alguns deles com cartão de sócio e com todos pude conviver na Casa do Benfica dessa localidade, tendo passado nela boas horas de convivência, alegria e fervor clubista. Entre as demais, pude conhecer duas pessoas que quero destacar pelo seu entusiasmo e simpatia: um diplomata que exerceu no Canadá e o pai do “célebre", embora por más razões, ex-candidato á presidência do nosso Clube, Bruno Carvalho. Muito embora, ao mencionar isto, não pretenda branquear quaisquer passadas acções ou condenáveis comportamentos deste indivíduo, ou que tenha havido sequer qualquer mudança na minha apreciação que dele sempre fiz quero asseverar, no entanto, que o pai dele é, de facto e como pude constatar pessoalmente, um parceiro maravilhoso e um indefectível e apaixonado benfiquista. Convidou-nos até, em sua casa, para uma suculenta feijoada e outros petiscos, onde pudemos desfrutar de uma sã camaradagem e duma aberta franqueza, como é próprio das gentes transmontanas. Toda essa vivência veio confirmar ainda mais o sentimento que já tinha da grandeza do Benfica, na verdade uma Instituição do mundo Universo.
Um dia destes, pude ler num qualquer pasquim que por aí circula, sobre o Clube dos malfeitores corruptos e a propósito do seu treinador, um título que começava desta forma: - “A nação portista …”, ah, como eu me ri. Mas qual nação? Como pode alguém proferir tal bacorada, quando essa gente quase não extravasa um bairro e apenas enche o seu estádio á tangente?
Li também que o Vilas Boas estaria a ser pretendido pelo patrão do Chelsea por ser a nata, o supra-sumo, o génio dos treinadores mundiais. Mas que notícia esta, tão imbecil e bacoca! Então não se vê logo que se trata de uma notícia encomendada para se fazer dessa “avis rara” um outro Mourinho? Ou então, é lançada para o ar pelos arganazes do costume com o premeditado intuito de serem atingidas obscuras finalidades congeminadas pelo bandoleiro mor. É esta a minha convicção, o que aviva ainda mais o meu asco pelas ratazanas de esgoto dos escrevinhadores pasquineiros. Claro que o Patrão do Clube inglês se está “cagando” para o tal Vilas Boas que, quiçá, nem sequer conhece. Que boçais são estes padrinhos e capangas do clube batoteiro! E esse pancrácio do Vilas Boas, tal como na historiazinha infantil do “frei João sem cuidados”, também pensa que foi ele quem ganhou o campeonato nos Corruptos. Pobre diabo, não enxerga que foram outros ladrões que o roubaram e lhe fizeram crer ter sido mérito seu. Porém, se tal acontecer e ele for mesmo para onde dizem que vai,  deixá-lo ir que, inevitavelmente, lhe irá acontecer como ao Jesualdo; não chegará sequer ao fim do contrato e regressará a todo o gás á sua real insignificância, com um pontapé no traseiro! Senão, esperem pela volta!
Também não gostei nada nem o posso aceitar que um indivíduo como esse tal Carraça, que tão acintoso foi para o Benfica, tivesse sido recebido novamente no nosso Clube. De facto, não percebo a razão de tal procedimento.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

A LEI DA VIDA

Tenho procurado, neste defeso, afastar-me de toda esta chicanice de notícias duvidosas, de ideias desencontradas, de opiniões as mais diversas, para me poder manter em paz e lograr um certo sossego nos sobressaltos que o dia a dia nos proporciona. Contudo, de vez em quando, vou lendo a blogosfera benfiquista que a dos outros pouco ou nada me interessa. E passando hoje uma vista de olhos pelos textos nela exarados, verifiquei que vai por lá um chinfrim desenfreado, um rasgar de vestes e um coro de recriminações por causa da saída do Nuno Gomes, que é de bradar aos céus e me deixam caladamente deprimido. Perdoai a minha discordância com a maioria, mas não vejo onde esteja o drama. O Nuno Gomes vai-se embora? É a lei da vida e nestas circunstâncias há que saber entendê-la e falo por experiência própria. Trabalhei numa empresa durante quase quarenta anos e, certo dia, porque consideraram que já estava velho, embora me sentisse ainda muito apto e voluntarioso, também entenderam dispensar-me. Não resultou daí qualquer mal, nem para a dita empresa nem para mim próprio; e o mundo avançou e a vida também seguiu o seu curso normal. Assisti á saída do Grande Eusébio do Benfica e não dei por que tivesse surgido qualquer tragédia.
Por isso, o facto do Nuno Gomes ir embora, não é o que me deixa preocupado; o que me sobressalta e aflige é este ar de histeria que perpassa pelo universo benfiquista, que mói o Clube e serve de exemplo degradante para os nossos inimigos, que tantos são e nos achincalham de forma injuriante. Ou alguém pensará que se um caso destes ocorresse na Organização  Corrupta, os  seus simpatizantes e sequazes se preocupariam com semelhante episódio? Concordo até que,  alicerçadas num sentimento de gratidão, dum comportamento exemplar do visado, ou mesmo de uma pura emoção, certas atitudes possam parecer uma ingratidão, um comportamento censurável, um acto frio e pragmático; e, na verdade, a mim, este episódio também me fere bastante, porém, daí até o considerar um apocalipse, um cataclismo, acho um exagero. Entendo que, como diz a gente, se está a fazer uma tempestade num copo de água. Fossem só deste género todos os problemas do Benfica.
Diz-se que cada Povo, cada Nação, cada Instituição e cada um de nós tem o que merece: assim, com muita mágoa o digo, pelo que ouço e leio, nós, os Benfiquistas, por via das nossas atitudes, da nossa desesperança, da nossa ansiedade, das nossas discrepâncias, temos o que merecemos e, está  bom de ver, nem podemos ter outra coisa. Não reparamos que, com tais procedimentos, estamos a contribuir para o apoucamento e destruição da Causa em que acreditamos e procuramos defender. Devemos lutar noutras frentes e não dentro da nossa própria Casa, pois entendo que os nossos inimigos estão lá fora, bem aguerridos e ferozes, o que me faz antever um tempo que aí vem, de augúrio muito calamitoso. 
Isso, sim, é que me inquieta e me dói!

terça-feira, 7 de junho de 2011

UM OLHAR SOBRE O DEFESO

Este defeso bochornoso e que parece nunca mais acabar convida-nos á apatia e gera poucos assuntos dos quais se possa falar, a não ser dos navios cargueiros cheios de jogadores que, como gado, todos os dias rumam ao Benfica. Notícias inventadas, propositadamente ou não,  lançadas por crápulas sem escrúpulos, muito piores que alcoviteiros e amásios. 
Para ajudar, são aqueles blogues ditos benfiquistas que com os seus ataques sanhosos, algumas vezes com razão, a maioria das vezes sem ela, tudo põem em causa construindo cenários de vergonha  e dramatismo; são alguns jogadores, como ainda agora o Fábio Coentrão, que em entrevistas, sinceras ou forçadas, debitam incoerências e contradições; são notícias verdadeiramente tresloucadas como aquela da entrada  do “Malvado” no Benfica, como se já a sua ida á BTV não tivesse sido, pelo menos para mim, o prenúncio de augúrios bem funestos; foi a mudança das cores políticas deste País, cujo significado alguns inveterados optimistas parecem querer tomar como um sinal de esperança de que as coisas venham a  mudar. Não haja, contudo, ilusões ou miragens: nenhuma dessas forças políticas com influência para alterar seja o que for é vermelha retinta, como diz a canção do cavalo de Pancho Villa e, em atinência ao vermelho, uma é rosa desbotada outra laranja a fugir. Das forças que vestem esse vermelho retinto, infelizmente, nenhuma delas tem voto na matéria. 
Correu por aí que o papa dos peidos iria ser novamente recebido pelo Papa verdadeiro mas que, pelos vistos, não foi; valha-nos, ao menos, isso! E, a talho de foice: se assim tivesse acontecido, tal intento seria, na verdade, uma monstruosa ignomínia, pois quem sairia conspurcado do meio disto tudo não seria, certamente, o personagem que, por si só, já é um verdadeiro excremento, para mais fazendo-se acompanhar de uma concubina diferente, muito fácil de apresentar como neta sua. O que ficaria sujo era, sem dúvida, o verídico Pontífice que assim se manteve digno e se não deixou borrar. Já imaginaram a propaganda de branqueamento para o Grémio Corrupto que poderia resultar de tal ocorrência? Ainda bem, porque sendo eu um católico, mais ou menos convicto, poderia pensar, por via disso, em apostatar seriamente.
Depois, há coisas que eu não entendo. Após trinta anos de corrupção, assumida e provada, depois de todas as falcatruas e malefícios que fizeram a quase todos os clubes do futebol português, depois de tudo terem ganho com a mais diversa e asquerosa das batotas, depois de se terem esgueirado pelas malhas da rede da justiça - demasiado largas, como se pôde ver - parece estar tudo no melhor dos mundos, percebendo-se mesmo, da parte de muitos opinantes servis, a necessidade de tecer rasgados elogios e mesmo justeza de exemplos e condecorações por  semelhantes procedimentos á sinistra Organização do Norte, como assim o exarou em letra de artigo um tal dito Manha. E, de facto, não o entendo; pois tomando o Benfica por uma Instituição séria e cumpridora da ética e de, com base nela, ter lutado para desmascarar e corrigir os desmandos dos que atropelam os reais valores da honestidade, venha ela própria e numa subversão total, a ser investigada pelas autoridades como a suspeita e a prevaricadora podendo, no fim, receber uma punição de critério dualista.
O melhor, entendo eu, será esperar que tudo vá passando e deixar assentar a poeira levantada pela agitação dos inimigos do nosso Clube e amigalhaços dos Corruptos.  

sexta-feira, 27 de maio de 2011

A COCA




      
      Sou natural duma terra, Monção, onde todos os anos, no dia do Corpo de Deus, se celebra um evento de cariz semi religioso, conhecido por festa da Coca. Todas as romarias do meu Minho sem par são essencialmente religiosas, contudo, quase todas elas exibem também uma vertente profana. Esta de que vos estou a falar é uma festividade muito antiga e de grande tradição que, após um acentuado declínio de alguns anos, voltou a ressurgir com todo o seu esplendor. Ela faz parte das recordações e do destrambelhado imaginário da minha infância. Saíamos da escola a correr como doidos para podermos apanhar um lugar no carro das ervas puxado por uma junta de bois bem aparelhados com aprimorada canga, levando á frente o corpulento Boi Bento, muito luzidio e enfeitado como convinha. Já dentro do carro, íamos cantando, de goelas abertas e com alvoroço, um certo estribilho de que já não me recordo bem.   
     E então perguntareis vós: a que propósito se faz alusão, num blogue sobre o Benfica, a uma festa da tradição popular? Caros amigos, como estamos no defeso e os temas que vão surgindo sobre o nosso clube eu não os quero nem me sinto suficientemente preparado  para os abordar, entendi divagar sobre assuntos mais amenos e que, de algum modo e como é o caso, apresentam uma faceta comum em termos de simbolismo.
       A Coca, ou santa Coca como diz o povo, é o nome do dragão que figura na procissão do Corpus Christi em Monção e com o qual S. Jorge trava uma tradicional batalha, desde tempos remotos no largo principal daquela Vila, chamado de Praça Deu-la-Deu e, muito recentemente, num recinto mais apropriado junto dos quartéis dos Capuchos. Na referida procissão a luta do arcanjo com a Coca constituía um dos passos mais curiosos das festividades, terminando esta quando o cavaleiro cortava uma das orelhas do terrível Asmodeu. A sua importância parecia transcender o próprio acto religioso pois o povo enfatizava o refrão;
       “… Por causa da santa Coca, perdi o diabo da missa.”
      Achavam que esse dragão é que era santo, tal e qual como ainda hoje e no mesmo paralelismo, os seus fanáticos seguidores entendem que  o clube corrupto é que é sério, impoluto e honrado.
      Rezava a lenda que a dita Coca vivia numa enseada negra que fica bem por baixo do lado norte da muralha, virada ao rio Minho e defronte da margem galega, denominada Poço da Couraça que se dizia não ter fundo. Sítio escuro e lúgubre, como quadrava a uma figura tão sinistra  e que, como já disse, representa muito bem o Grémio do Freixo.
     Em termos mais filosóficos poder-se-á concluir com propriedade que o torneio entre a Coca e S. Jorge não é mais que a eterna luta da Verdade contra a Mentira, da Paz contra a Violência, da Dignidade contra a Injustiça, da Luz contra as Trevas, da Mulher contra a Serpente, do Bem contra o Mal. É evidente que, por desejo e tendência, o Bem sairá sempre vencedor, degolando as Bestas e os Dragões que se movimentam rastejando pelos covis da Iniquidade.
      E não tenham quaisquer dúvidas; pode tardar mas, á semelhança da Coca, os Corruptos de Contumil, hão-de ser banidos do convívio da gente séria e do desporto deste País, como assim era nesse tempo dos feéricos arraiais e das álacres e trepidantes romarias da minha juventude!

quinta-feira, 19 de maio de 2011

O QUE FICA



Terminou, agora mesmo e da forma que se previa, o arranjinho de Dublin; não o vi que não quis agredir os meus olhos mas, pelo que me consta, parece que ninguém sabia o que aquilo era. Cada vez me convenço mais de que o Benfica tentou evitar os corruptos para lhes não dar confiança e deixá-los a falar sozinhos com os da laia deles. Se assim foi, só me posso congratular com isso. 
Nem podia ser de outra forma, pois taças dessas já as ganharam os mais diversos emblemas do futebol: ganhou-a um clube chamado Shakhtar Donetsk e que ficou daí? Quem é essa equipa, quem a conhece? Ganhou-a um Zennit de S. Petersburgo e quem é esse? Também o SCKA de Moscou e quem fala dele? Um tal Galatasaray e onde pára ele? São vitórias esporádicas, de ocasião, irrelevantes na relatividade do seu valor.
As conquistas do nosso Benfica são eternas porque foram alicerçadas em valor, lealdade e mérito, porque não foram ganhas contra ninguém nem com favores ou ajudas de ninguém, por isso geraram um mito universal que foi aceite com alegria e se estendeu literalmente por todas as plagas do Mundo. 
Outros podem até ganhar mais, mas sabe-se como e porquê, ninguém os admira nem conhece  aqui perto, muito menos em povoados tão distantes como os que se encontram perdidos nos planaltos do Evereste ou dos Andes, mesmo nos mais recônditos cantinhos da Terra. É pura verdade! Outros podem gritar pretensas façanhas, mas não fazem tréguas parando guerras, porque esses só  provocam conflitos e violências; não inspiram amor, apenas ódio, desprezo e ranger de dentes.
O nosso Benfica é luz, é respeito, é o culto de valores sagrados, é o querido campeão, é a chama imensa, é a lenda imortal e viva. Desiludam-se os que O pretendem destruir, porque nunca levarão a cabo tal intento. Os outros, os corruptos, os facínoras, os trafulhas do Freixo, que gritam, que berram, que de tão pequenos se põem em bicos de pés para parecer maiores, apenas são as trevas, o rancor, a antipatia, o nojo de um esgoto mal cheiroso. Mas hão-de ser varridos e limpos um dia!

terça-feira, 17 de maio de 2011

A FINAL DA MENTIRA

Ela aí está, vai disputar-se daqui a poucas horas e, como já o disse e escrevi, entre as duas mais indignas equipas de todo o futebol mundial. Mais uma que outra, como é óbvio. Há pessoas, sobretudo entre os meus correligionários benfiquistas que, preferindo ignorar toda a podridão que exala um fedor nauseabundo proveniente da lixeira a céu aberto que é o futebol deste país, dão em atacar a esmo tudo o que concerne ao Benfica, e com tal veemência que tornam os ataques dos nossos próprios inimigos, bem mais brandos. Mas eu não me calo nem calarei e insistirei sempre no mesmo discurso e na mesma denúncia. 
Digo e afirmo que esta final da Liga Europa não passa duma refinada mentira porque se trata, de facto, duma final viciada, sempre pela mesma organização á qual pertence um dos finalistas. Senão reparem: esse dito Clube, sem nada que o justifique, nem plantel nem estofo, nunca perde, nem sequer falha nos momentos decisivos. Mesmo as grandes equipas mundiais, constituídas por selecções de autênticos fenómenos de praticantes, nunca dão como garantida a vitória em qualquer jogo e, não poucas vezes, tem acontecido que a mais favorita delas acaba por sair derrotada, porque uma das grandes atracções do futebol é a incerteza do resultado. Porém, com o grupo dessa sinistra organização do futebol do Porto, nada disso segue qualquer via lógica ou racional. Existe nele uma tal certeza da vitória que chega a ser obscena; e eles lá saberão porquê. Só que eu também sei: usam a trapaça do doping, de forma sofisticada e científica. É uma convicção que me fica; querem derrotá-los? É muito fácil; ide por mim e faça-se como Dalila fez ao cortar os cabelos a Sansão, arranje-se maneira de lhes cortar o doping; antes de qualquer jogo importante exija-se um controle anti-doping, rigoroso e sério, e hão-de ver como lhes estalará o verniz numa vozearia de desespero e como essa arrogante e cega confiança se esfumará, pondo-os a tremer como varas verdes e a rabiar de impotência. E vos garanto que quando, porventura, tal acontecer, em muito poucos jogos conseguirão cantar vitória. Faz-me lembrar o brigão mafioso quando enfrenta um inimigo seu e que para o desancar a seu bel-prazer, manda segurá-lo por dois ou três dos seus musculosos capangas. 
Esta final é uma farsa porque, para lá chegar, esse grupo da organização do Freixo utilizou, como tão bem o sabe fazer, a batota e a trafulhice que, como todos puderam constatar, começou com o Sevilla e terminou no jogo com o VillaReal quando, já no tapete ao fim da primeira parte, em escassos trinta minutos e como que por inaudito milagre, conseguiu destroçar os espanhóis. Dopagem, clara e simples! Por sua vez, esta final é também um embuste porque se vai realizar entre duas equipas pertencentes á mesma organização e que obedecem ao mesmo dono, onde uma delas assume papel secundário servindo de muleta á caminhada vitoriosa da outra, a principal. Que pensam os meus amigos sobre o que irá fazer o Braga neste jogo?! Toda a gente o sabe muito bem; vai prestar tributo aos corruptos, vai fingir que compete, mas o papel dele será o de colaborar e servir de pretexto para que o prélio se possa realizar, no entanto, já com tudo previamente combinado. Ou alguém de boa-fé terá sequer alguma dúvida sobre o seu desfecho?!  A mentira será ainda mais ignóbil por se tratar de um jogo entre amigalhaços onde um se apresenta como dominador consentido. 
Mas há mais. No nosso campeonato, enquanto o Benfica tem de competir a sério e com esforço -como assim deve ser - para conseguir as suas vitórias e êxitos, esse dito clube de Contumil, ou porque lhe é estendida uma passadeira de vassalagem, ou porque eles próprios deitam mão dos seus recursos trapaceiros, não despendem qualquer esforço, fazendo apenas um reconfortante passeio.
Podereis dizer, muitos de vós, que eu avento esta tese e manifesto esta ideia por ressabiamento de não ser o Benfica um dos finalistas. Afirmo-vos com sinceridade que não é o caso, pois se existe alguma consolação na tristeza que foi a eliminação do nosso Clube, ela provém do facto de ser um mal menor em relação ao que seria ter por adversário um contendor tão abjecto e que a mim me repugnaria enfrentar. Torna-se evidente que se, em vez do Braga, o outro finalista fosse o Benfica, este seria sadicamente vilipendiado pois, pelos motivos apontados, não lhe seria permitido qualquer ensejo de vencer.  
Poderão apelidar-me de mentecapto pelo que estou a expressar, contudo, são fortes convicções minhas e estou certo de que, num qualquer futuro dia, todos as irão constatar e reconhecer, ande eu por cá, ou não. 
Resta-me ignorar tal gente, pois taças e campeonatos desses existem nos supermercados á disposição de quem os possa e queira comprar ou até, se não houver dinheiro, de os roubar; tanto dá!