segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

ADIVINHAÇÃO

Nesta quarta-feira que vem, o Benfica, por força de calendários suspeitos, vai jogar ao antro da Pocilga do Freixo. Se dependesse de mim, nunca jogaria com essa miserável gente. Sem querer ser adivinho ou nigromante, vou deitar-me a fazer uma adivinhação. Sabeis o que vai acontecer nesse jogo? Não é difícil de prever. Logo para começar vão apedrejar o nosso autocarro como de costume; depois, dentro do estádio, qual matilha de lobos a rebentar de ferocidade vão uivar e ulular como possessos, tentando intimidar-nos e agredir-nos das mais diversas formas, extravasando um ódio visceral. Gostava de saber qual o motivo de tanto ódio que toda essa gente nutre pelo Benfica, pois se trata de um ódio irracional, injustificado e descabido. No que respeita aos contendores, alguns deles, com o herói da banda desenhada á cabeça, vão ser potencializados com doses maciças de “carburante”. Poder-se-á verificar isso, ao vê-los correr como galgos, órbitas esbugalhadas, como bólidos desgovernados difíceis de parar. E se, porventura, isso não bastar para as suas pretensões, farão uso de outros meios da inesgotável e imensa parafernália de que dispõem, que eles têm os trunfos todos na mão. E então, se tal for preciso, aí entrará em acção uma arbitragem tendenciosa, submissa e corrupta, virá a intimidação e violência dentro e fora do campo, o incitamento cobarde e o gáudio destrambelhado dos “comentadeiros” das rádios e das televisões. Mesmo que o seu jogo seja fraco, actuarão sempre com a maior descontracção deste mundo pois sentem-se protegidos pela mais segura das impunidades. 
Poderá alguém objectar que o Benfica tem uma boa equipa e está a praticar um bom futebol, porém, todos sabemos que contra esta corja e em tais circunstâncias, jogar bem não chegará nem adiantará muito ter bons planteis ou grandes equipas. 
Pelo exposto, que se apresenta justificado pelo uso e costume, me parece que poucas hipóteses restarão ao Benfica, mesmo com jogo em duas mãos, de passar á final da Taça de Portugal. A menos que algum imprevisivel percalço possa emperrar a engrenagem da sinistra e criminosa Organização dos Porcos.
 Se, mesmo por linhas tortas, se viesse a escrever direito e como já li algures, claro que esta competição iria decorrer com outra limpeza, com menos fedor e poluição, terminando certamente com outra beleza e com uma festa muito mais sadia.
A ver vamos!

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

A REALIDADE É ESTA!

O tribunal da Relação confirmou a decisão da 2ª. Vara Cível do tribunal criminal de Lisboa da absolvição dos 16 arguidos do Apito Dourado, entre eles o antigo presidente da arbitragem, Pinto de Sousa. E siga a rusga! Não houve qualquer crime e foi tudo legal. Perante esta situação que me deixa agoniado e cheio de uma miserável perturbação, apenas me ocorre um pensamento, tão óbvio como consequente; o de que os corruptos estão cheios de razão nas acções que sempre praticaram pois elas, se bem raciocinarmos, são absolutamente legítimas e transparentes. Quando dois tribunais assim o declaram, nada mais resta do que dar a mão á palmatória e pedir desculpas aos “injustamente” acusados. 
É a realidade!
Se alguém praticar seja que crime for e sair absolvido, fica com toda a razão  e legitimidade para continuar com o mesmo procedimento. A verdade é que a Organização do Freixo pode alegar com razão que não é corrupta e tudo o que fez e faz é totalmente correcto, justificado e claro como a água. 
Custa-me admiti-lo, mas entendo que o Benfica, enquanto não utilizar os mesmos meios e esquemas que usam tais malfeitores, nunca conseguirá os objectivos a que se proponha. Poderá haver muitos benfiquistas que fiquem chocados e mesmo indignados com semelhante asserção, porém, não vejo razão para quaisquer escrúpulos. Não é tudo legal? Doutra forma, e como afirmei, nunca se conseguirá ressarcir de inúmeros prejuízos, será humilhado, será perseguido, como é e foi até aqui, lutará sempre em vão contra moinhos de vento. Dado tratar-se de uma guerra e, para mais, de uma guerra suja, nela não podem nunca ser dadas tréguas nem ser utilizadas armas de piedade, de lisura ou de convenções.  Seremos aniquilados, mais cedo ou mais tarde.
Deixai que vos conte uma experiência minha. Trabalhei, em certa altura da vida, numa terra fronteiriça onde, nesse tempo, grassava uma descarada corrupção na antiga Guarda Fiscal. Conheci, no entanto, um dos seus membros, o Abel Mosqueira, homem pobre e digno que, prezando sobremaneira uma impoluta seriedade e pundonor, nunca aderiu a tais condenáveis esquemas. Resultado: foi posto á margem por companheiros e colegas, por superiores e graduados, perseguido com castigos disciplinares, humilhado na sua pessoa e na dos seus familiares. Apesar de tudo foi resistindo: até que um dia, pouco antes de morrer e constatando que, porventura, ele é que estava errado, cedeu: sem grandes proveitos já, mas cedeu. 
Espantou-me a consequência do seu acto. Numa revista ao batalhão daquela Vila, todo alinhado em formatura, parou junto dele o comandante e pondo-lhe com sobranceria  a mão no ombro disse-lhe, alto e bom som:
— Então, Mosqueira, já entraste no bom caminho?



quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

AS FAIXAS DE CAMPEÃO

O Benfica já é campeão, já ninguém lhe tira as faixas. 
Como assim?  Perguntareis vós outros; pois não vai em segundo e os Bandidos do Freixo em primeiro?  Nada disso, digo eu: quem vai em primeiro e com oito ponto de avanço é o nosso Clube: eu não aceito os andrades como fazendo parte do campeonato, são uns intrusos que estão a jogar sozinhos uma competição paralela, pois usam toda a espécie de trafulhice para atingir os seus fins.  Porque eu não os vejo como um concorrente válido em nenhuma competição onde possam entrar. Num país com lei, com decência e onde os valores fossem respeitados, já há muito que essa canalha teria sido banida do convívio com gente séria.  Nem me importo que eles deitem os foguetes e apanham as canas, por conseguinte, deixá-los lá, que se divirtam e façam as suas festas. Podem tentar branquear os seus proclamados êxitos, podem ganhar o que dizem ter ganho que, pelo menos eu, nunca lhes reconhecerei como válidas as vitórias conseguidas  com expedientes suspeitos e criminosos.
Perpassando pelo Google apareceu-me, por acaso, na busca que entretanto efectuava na Wikipédia, o nome de Al Capone e, por o achar interessante, deu-me para ler todo o assunto. A certo ponto do texto deparei com o seguinte: “Capone controlava informantes, pontos de apostas, casas de jogo, bordéis, clubes nocturnos, etc. Chegou a facturar 100 milhões de dólares por ano …” E então, não sei porquê,  veio-me ao pensamento o mentor de um certo clube deste País que vai seguindo exactamente essas mesmas  “virtudes” e praticando idênticas “artes”. 
Anda por aí um alvoroço dos diabos por se prever que o Grémio do Crime possa levar o Salvio para os seus antros. Essa história da jornalistada já tem barbas mas pode muito bem estar certa. E então dou comigo a perguntar: mas quem é esta gente que se julga capaz de fazer o que quer á laia de temidos predadores? Donde lhes vem o poder económico para todas essas bravatas? Se, por hipótese, fosse eu a decidir, eles não só nunca levariam  Salvio algum, como ainda os haveria de atacar, aliciando-lhes, verbi gratia, esse tal Falcão … dos Andes, nem que para isso tivesse de permanecer empenhado por toda a vida. Porque os criminosos só reconhecem a lei da força e só com a mesma se podem combater com êxito.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

TRAIDORES

Andavam aí muitos benfiquistas admirados pelo facto de, finalmente, ter sido permitido a um treinador que, aparentemente, não gravitava na esfera da Organização criminosa e, o que ainda se tornava mais impeditivo sendo  conotado com o Benfica, pudesse orientar um Clube da Liga portuguesa de futebol. Tal ocorrência justificaria até a crença numa vaga esperança de que algo poderia estar a mudar. Puro engano, no entanto.
O técnico em questão é o Carlos Mozer que foi posto á frente dos destinos do clube NAVAL, da Figueira da Foz. Como toda a gente sabe, Mozer foi um antigo futebolista do Benfica, muito respeitado  e notoriamente partidário da cultura e da mística da nossa Instituição. Pelos menos, assim era reconhecido. E andávamos muitos de nós com certa expectativa de que o Clube da Figueira, finalmente orientado por um dos nossos, quando enfrentasse o  Grupo da pocilga, poderia fazê-lo com uma atitude diferente da que quase todos os outros costumam apresentar na mesma circunstância; de subserviência e facilitismo. Nada disso, e depressa se verificou porquê. O sr. Mozer, antes do jogo do passado domingo  com os bandoleiros do Freixo, declarou para quem quis ouvir, que ia jogar com a melhor equipa da Europa. Tal declaração, que noutras circunstâncias até se poderia aceitar como um manifesto exagero, não passa de uma refinada mentira, proferida por quem foi, de forma leviana e mesmo acintosa para todos os sócios e simpatizantes do nosso Clube. Claro, perdeu por 3-1 e, mesmo assim, reiterou a anterior declaração de que tinha perdido com a melhor equipa da Europa.
Ora aí está esclarecido o pretenso mistério da permissão concedida! Desta forma, esse indivíduo,  tornou-se em mais um renegado da fé benfiquista e em mais um ingrato a cuspir no prato onde lhe deram de comer. 
Eu só não entendo o poder que essa maléfica e diabólica Entidade possui, de moldar as mentes e as consciências de todos aqueles que entram na sua esfera de influência ou ao seu serviço, vendendo a alma sem qualquer dignidade como, de resto, se comprova por inúmeros exemplos anteriormente verificados; Mourinho, Jesualdo, Rui Águas, Cebola e tantos, tantos outros que se bandearam para as suas fileiras, ou deles vieram a precisar. 
Na verdade, a força do Mal não tem limites!

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

FIM DE SEMANA

Claro que, por motivos da idade,  não vi o jogo entre a Académica e o Benfica. Ouvindo os comentários posteriores e lendo as crónicas mais diversas parece que jogamos mal, sobretudo na 2ª. parte, por isso, vejo muita da nossa gente deprimida e desgostosa, antevendo nuvens negras a pairar sobre a equipa. Jogamos mal? E daí? E quando outros que sabemos fazem jogos por demais miseráveis e acabam com a vitória no saco, mesmo imerecidamente? Ah, esses é que são grandes!
Pelos vistos, a regra dos pénaltis não é aplicável ao Benfica. Como sempre. 
Devo confessar, no entanto, um facto que muito me entristeceu. Na conferência de imprensa realizada após o jogo, achei o nosso treinador acabrunhado, mostrando  resignação, parecendo desmotivado e cheio de conformismo. Isso sim é que me preocupa.
Agora que conseguimos uma confortável distância do terceiro classificado, tenho para mim que pouco afectará o Benfica perder um ou outro ponto em relação  aos Nazis da Sarjeta. Sabendo-se como as coisas são, só quem não tiver uma mente saudável é que  pode ter ainda alguma ilusão, pois esta não tem qualquer espécie de cabimento. 
Gostaria do aviso do sr. João Gabriel sobre a TV do Oliveira se ele fosse convicto e verdadeiro.  Depois de tudo o que essa estação tem vindo a fazer ao nosso Clube, se houvesse sentido de dignidade, já há muito que essa gente teria sido posta á distância de todo e qualquer contacto de uma possível negociação. Há que meter isso na nossa cabeça: enquanto lidarmos com essas camarilhas de ladrões  estaremos sempre á mercê e a jeito desses inimigos.    
Não sei bem se a próxima eliminatória da Taça é a duas mãos; se não for, deitemos o coração de largo. Em face dos factos, alguém tem duvidas de que está tudo preparado, mesmo os ditos sorteios, para que as coisas sigam os trâmites urdidos por aqueles a quem tudo interessa? Entendo que, mesmo a duas mãos, as hipóteses serão, já de si, muito reduzidas, porque eivadas de arranjinhos e de  impune corrupção.

domingo, 16 de janeiro de 2011

DIVAGAÇÕES

 Pertenço a uma geração que está a acabar, a mesma dos que fizeram parte daquela primeira e espantosa equipa do Benfica, por isso, sinto-me imbuído dum espírito único de força e orgulho que não deixam desaparecer um legítimo e fundado sentimento de superioridade em relação aos seguidores de outros clubes. Sou daquele tempo em que, quando o Benfica ia jogar, apenas se punha a questão do volume do resultado. 
Julgo saber, no entanto, que as gerações mais novas, muito embora dediquem ao nosso Clube um grande amor e paixão, não entendem bem esta postura dos mais velhos. Muitos aceitam este abaixamento do Benfica como uma situação inevitável, como um sinal dos tempos, chegando mesmo a conformar-se e a apresentar como justificação uma pretensa culpa de nós próprios. Mas nós, os mais antigos, sabemos que não é isso e não aceitamos! 
Muito embora se possam admitir crises e dificuldades em pessoas, instituições e mesmo países, se elas não resultarem da dissolução de valores essenciais que, certamente, levam á ruína, não serão nunca motivo de uma derrocada final. Se analisarmos bem, tendo o Benfica passado por uma longa travessia do deserto, mesmo assim não haveria motivo para o jejum desportivo que a acompanhou. Pela sua grandeza, pela sua estrutura e pelo seu apoio humano, poderia ter quebrado nalgumas épocas mas sem afectar grandemente a normalidade da sua natureza pois,  até há perto de trinta anos atrás e sendo já outras as circunstâncias, mesmo assim, o Benfica continuou igual a si próprio; a ser o Clube sempre dominante e ganhador. 
As duas grandes Instituições de futebol deste País eram o Benfica e o Sporting e as restantes pouco ou nada mudaram em relação ao que, neste momento, são. É evidente que dessas também fazia parte o grémio do Freixo que vegetava na obscuridade do seu bairro, ignorado, pequenino, amorfo. Partindo dessa linha temporal, todos sabem o que aconteceu. Subvertendo tudo e deitando mão de esquemas de trafulhice, de batota, de extorsão, de crime e de guerras que nada têm a ver com futebol ou o desporto, esse dito clube que não é mais que um grupo ao serviço de fins inconfessáveis de gentalha criminosa, conseguiu sair das sombras, aparecendo numa falsa dimensão de notoriedade e grandeza que eles julgam ter conseguido. Porém, quando esse mundo criminoso que os sustenta desaparecer e cair - algum dia será - voltarão á sua verdadeira e insignificante dimensão, podem estar certos. 
Porque a nossa força continua, quiçá mais pujante: basta seguir todos os blogues da gente benfiquista, cheios de energia, dispostos á luta, denunciando atropelos, zurzindo desmandos, transpirando amor e paixão pela nossa causa. É uma glória e um prazer lê-los e consultá-los. 
Fui, há uns anos atrás, até Coimbra para ver um jogo entre a Académica e o Benfica; terminou com um empate a dois golos, dois golos de Eusébio. Apesar disso, foi uma verdadeira festa, regressando a minha casa feliz e contente sem ter perdido aquela sensação de força e superioridade que sempre me acompanhou. 
Por isso, que me perdoe esta gente mais nova se trago arreigada em mim esta sensação de diferença perante os demais, mas ela justifica-se em quem viu jogos de verdadeira fábula entre o Poderoso Benfica e muitos outros, também poderosos, rivais de todo o Mundo.
Poderia essa Corja corrupta levar-nos de avanço os pontos que levasse que, se não fosse a mentira dos métodos que usam, estaria perfeitamente convicto doutro resultado final.


terça-feira, 11 de janeiro de 2011

COISAS QUE NÃO ENTENDO

Estive ontem a ver o programa da BTV,  “A Máxima dos Máximos” e fiquei deveras penalizado e mesmo irritado quando deparei com o sr. Octávio Machado entre os participantes. A que propósito? Quer se queira quer não, o sr. Octávio é uma figura sinistra do futebol português, um servidor incondicional e convicto da Organização corrupta, um convencido e cáustico opinador que se fica pelas meias palavras e  desafia os que o ouvem a entrar em adivinhações sobre aquilo que já é por demais conhecido. Foi um funcionário da Camorra do futebol do Porto, um adulador do seu padrinho-mór. Não haja ilusões: um capanga desses, mesmo confrontado com as evidências, nunca seria capaz de aceitar a realidade ou confessar o que quer que fosse e, quando essa confrontação acontecesse, saltaria logo como uma mola em defesa dos seus mentores; como no caso do célebre balneário das Antas! Coitadinhos dos impolutos dirigentes dessa altura que, por acaso, são os mesmos de hoje; nenhum deles sabia quem tinha feito aquilo … santa inocência!  Que fazia então na Benfica TV um indivíduo desses? Um sujeito antibenfiquista que, num possível confronto entre o nosso Clube e o grémio do Freixo, mesmo que a razão nos assistisse, tomaria sempre o partido dos corruptos sem qualquer hesitação? Por que toma a BTV estas atitudes, para mim incompreensíveis? Já lá vi o Jacinto Paixão e também não gostei; ouvi dizer que também já lá tinha estado o ex-árbitro Coroado, um energúmeno desonesto da pior espécie, declarado e confesso inimigo do Benfica. Se isto continua não vejo outro remédio senão afastar-me de tais programas.
Outro dos temas que andam por aí, com o gáudio de uns e o cepticismo de outros, é o do galardão atribuído a Mourinho. Quero lá saber do Mourinho! Para mim ele é outro escroque, um ser a quem tudo serve e vale para atingir os seus fins. Serviu o amo com todo o entusiasmo e arrogância e, não tenho dúvidas, voltaria a servi-lo se ele estalasse os dedos para o chamar novamente. Tais ditos prémios, para mais vindos de quem vêm, não passam de um embuste, não têm credibilidade  e valem o que valem. São uma moda susceptível de mudar ao sabor da subjectividade. 
Pelos vistos, os da Académica de Coimbra, estão a repetir a gracinha de carregar no preço dos bilhetes para o jogo de domingo com o nosso Clube. No entanto, acho que este é um assunto muito fácil de resolver;  é isso mesmo, que os adeptos e sócios do Benfica lhes façam precisamente um manguito e vão cantar para o choupal. Neste aspecto atrevo-me a dar préstimo á disparatada afirmação do Victor Pereira: “… só se deixa enganar quem quer”.

domingo, 9 de janeiro de 2011

DESÂNIMOS

Sou daqueles que assisti a toda a saga gloriosa do Benfica, á sua inquestionável cultura de vitória, á sua impoluta superioridade, por isso, quando ouço ou leio as afirmações de algumas mentes mais cépticas, exaradas em blogues benfiquistas e por comentadores dos mesmos, de que deveremos lutar e estar alerta para assegurar segundos lugares, experimento uma incontida raiva e uma profunda depressão.
Ao fim de tantos anos passados, nunca pensei assistir a esta deprimente realidade. É o ruir miserável de convicções alicerçadas em factos indesmentíveis, é o fim de edificantes valores que julgava eternos, é o escurecer da beleza que iluminou o Mundo.
O Benfica andar nisto para assegurar segundas posições? Não brinquem comigo, digam-me que é mentira para ser poupado a esse abatimento da coragem.
Deus do céu, como foi possível chegar a um tempo destes? É que de tanto ouvir o clangor das trombetas da derrota, de tanto sentir o soprar dos ventos da renúncia, acabo por me convencer a mim próprio de que mais nada haverá a fazer que não seja o baixar de braços. É evidente que devo recusar tal imagem: mas lá que se torna difícil, é pura verdade! O desânimo é um sentimento irracional, porém, quando os fracassos que tememos se tornam frequentes e quase normais, não encontro jeito de os exorcizar. 
Aguardemos logo por uma afirmativa postura da nossa equipa em Leiria e consequente resultado, para não se vir  a confirmar a razão dos nossos medos, nem o  reforço dos motivos que os parecem alimentar.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS

Está na ordem do dia pois decorre a campanha para a eleição do próximo Presidente da República. Torna-se evidente que se trata de um assunto político e que, aparentemente, não devia ser trazido á baila num blogue de natureza desportiva. Assim penso, de facto, mas só em parte. Se esta minha  página tem a pretensão de se considerar de cariz desportivo, também não é menos certo que ela foi criada com a intenção de abordar, quase exclusivamente, diversos temas sobre o Benfica. E, assim sendo, o que a seguir vou declarar é que o referido assunto político tem a ver, e muito, com o nosso Clube e é motivado por uma razão desportiva.  
Fui um dos que votei em Cavaco Silva na sua primeira eleição e fi-lo ponderada e conscientemente, tendo até escrito um pequeno tópico sobre esse evento noutro blogue meu, generalista, - O Anticorpo - . 
Porém, na final de uma taça de Portugal, não recordo o outro clube, mas em que um dos contendores era o Bando dos corruptos verifiquei, indignado e desiludido, que ao  seu “Papa” supremo, o patifório Costa, entretanto condenado em instância desportiva por crimes de corrupção e decorrendo ainda essa condenação, lhe foi permitido sentar-se na tribuna de honra do Presidente da República, como se esse biltre fosse um cidadão exemplar.
Nesta conformidade, sem querer influenciar ninguém - longe de mim tal intento - mas apenas e só para seguir um impulso de coerência, estou aqui a afirmar que, por via disso, tomei a decisão de nunca mais votar no Professor Cavaco Silva em qualquer outra ocasião que viesse a surgir. Muito também por respeito ao Benfica.
Mas, notai bem: esta minha atitude não foi tomada de ânimo leve nem deixada ficar no recôndito da minha consciência. Já nessa altura, recorrendo ao correio electrónico, enderecei ao palácio de Belém uma mensagem, explicando a defraudação feita á intenção e ao sentimento de boa-fé do meu voto, por o mais Alto Magistrado da Nação haver consentido que o presidente dos andrades se tivesse sentado na tribuna de honra do estádio do Jamor, estando a cumprir uma pena a que fora condenado por corrupção desportiva. Terminava, declarando que em mil oportunidades que viesse a ter, como surge agora mais uma, nem morto votaria outra vez no professor Cavaco Silva. 
Não me recordo se tive alguma resposta a essa mensagem, parece que sim, mas se ela foi dada e não a tendo eu anotado, só poderia ter sido uma frase feita com a esfarrapada desculpa do costume.


quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

ESPERAR NORMALIDADE ...

Parece estar tudo numa acalmia podre no que diz respeito a notícias provocadoras de espanto ou de emoções sobre o nosso Benfica e que façam esgalhar os teclados dos bloggers. Vão surgindo umas pequenas dicas sobre Pepas, Funes Moris, Falcões e outras que tais; contudo, parece não trazerem grande agitação. 
Andam para aí alguns amigos preocupados que o Funes Mori, dado terem sido abortadas as negociações da sua possível contratação, possa vir a rumar ao antro de Contumil e por um preço bastante inferior ao que nos pediam. Pergunto eu onde está o drama? Se alguém pretende comprar um bem que lhe faça falta e o acha caro, será legítimo e até de bom senso que venha a prescindir dele; mas se depois outrem o vai adquirir por um preço melhor, que se lhe há-de fazer? Com estas peripécias de contratações, ou roubos, como queiram, posso eu bem e não me preocupo muito porque a verdade é que, se tudo decorresse dentro das regras, o Benfica já seria campeão há muito tempo. Aquilo que possui e que não é tão mau assim, chegava e sobrava para as encomendas. 
No domingo que vem vamos jogar a Leiria. Pelo que acima afirmei nada me deixaria preocupado e podia contar com uma, mais que certa, vitória. No entanto, uma apreensão me perturba e ela resulta das ilações que se podem extrair de peripécias anteriores e que são conhecidas de todos. Sabe-se como essa turma de Leiria se posicionou para o jogo no covil do Freixo, mas garanto-vos e podeis estar certos disso, que contra o nosso Clube a atitude deles vai rodar cento e oitenta graus e em vez da submissa mansidão demostrada com o bando dos Porcos, connosco vão pôr em campo muita garra, como se fosse um caso de vida ou morte, muita agressividade, a raiar até os limites da lei ou mesmo para além deles se o “apitador”, como tem sido normal, assim o consentir. Daí o meu temor e a minha descrença.
Veja-se as explícitas ameaças de pretensos responsáveis, que misturadas com outros factores tenebrosos, resultam numa salgalhada iníqua que nos leva a conclusões, infelizmente já esperadas.
Porque esta canalha domina tudo e não deixa que nada aconteça por acaso.



segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

ISTO JÁ NÃO MUDA

O que vou dizer já nem vale a pena referi-lo, pois  não é quase, é já mesmo uma frase feita; o que será preciso acontecer para não ser marcado um pénalti a fazer do Bando da Organização corrupta ou, opostamente, para assinalar um a favor do Benfica? Pergunta, obviamente, com difícil resposta. Esta gente já nada teme e faz todas estas tropelias ás claras com a maior naturalidade deste mundo. Gostaria que me dissessem quais foram os jogos em que não foi marcado um pénalti a favor deles, assumindo já essa realidade contornos de escândalo. Por tudo isto mantenho a minha convicção de que, dessa forma, não lhes vai ser difícil ganhar tudo sem derrotas, sobretudo no campeonato. Bem sei que o Benfica não pode abandonar a competição mas, se fosse possível, esta era uma altura mais que oportuna para o fazer.
Li também com inquietação as afirmações do sr. Victor Pereira proferidas como pretensa resposta aos reparos do nosso treinador e fiquei deveras estupefacto. Confesso que também não entendi muito bem o teor do seu palavreado, a não ser o desplante da sua covarde e acintosa ameaça. Como é que biltres deste calibre podem gerir organismos que deveriam primar pela seriedade e competência? E este meco é tão obtuso que serve o lado negro da barricada com tão asqueroso servilismo que, pelos vistos, nem sequer se mostrou sentido com o comentário feito numa das escutas pelo bronco do seu "papa", quando alguém lhe solicitava  um bilhete para um jogo da Liga dos Campeões: - "… o Victor Pereira se ficar de cócoras também não fica mal…".
Que degradação, senhores! Que falta de honradez e de dignidade! Enoja um cão! 

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

FEDERAÇÃO CORRUPTA

Andam por aí os abutres e toda a legião de corruptos e vigaristas esbofados por, segundo se diz, a FIFA querer intervir na Federação Portuguesa de Futebol. São os mesmos de sempre que, como piolhos, se agarram desesperadamente aos cabelos onde parasitam. O que se torna espantoso é o apego dessa corja de delinquentes ao poder, que não querem largar para continuar a subverter as regras em seu próprio benefício. E é ver como eles estrebucham, esperneiam e rosnam como a canzoada a quem se lhe pretende tirar o osso. 
Mas o que se torna deprimente  é o facto de ter de vir alguém de fora para meter  na ordem todos estes malfeitores, em vez das entidades a quem competiria zelar pela seriedade, transparência  e verdade exigida pelas regras  desportivas.
 É evidente que todos sabemos quem são aqueles que têm o dever de meter as coisas nos eixos mas esses, ou por condescendência, ou por compadrio, ou por desinteresse demitem-se das suas obrigações porque também fazem parte da quadrilha. Claro, são os mesmos que se desunharam, que encobriram e que mentiram quando o grémio de Contumil se viu na conjuntura de ser banido das provas internacionais por actos de batota e corrupção. Por isso, o que esperavam agora? Por sua vez, estes tipos da FIFA ou lá o que é, também não são flores que se cheirem e têm pouca ou nenhuma moralidade para intervir seja onde for. Como agora a suspensão da participação nas provas europeias é extensiva a todos os clubes, é fácil executá-la, mas quando era só o Grémio da fruta que estava em causa, nesse caso, tudo fizeram para o desculpar e safar. Patifes e malandros sem escrúpulos!
Quando ontem na Benfica TV e no programa sobre o fotógrafo desportivo Nuno Ferrari vi aparecer o tal Victor Serpa da BOLA, senti uma forte impressão de urticária só por pensar que um crápula daqueles estava a sujar com a sua carantonha um espaço do Benfica. 
Ouvi hoje numa estação de TV a notícia de que o presumido rapazola que treina o Bando do Freixo era pretendido por diversos Clubes estrangeiros por ser já considerado uma sumidade da bola, comparável ao seu mestre Mourinho. Não pude deixar de sorrir perante o desplante e a pouca vergonha destes propagandistas da Mafia pela maneira ridícula como tentam promover os seus servidores. Qualquer pessoa avisada e atenta conclui, de imediato, que se trata de uma notícia enganosa e forjada. Ponham o tal sacripanta a treinar um clube sério e normal e logo poderão verificar os resultados do catedrático. Esta gentalha pretende enganar quem? 
Bom Ano a todos!

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

ANO NOVO, ESTRATÉGIAS NOVAS

Agora que o Natal já lá vai e após a consequente trégua dada ao futebol,  lá vamos nós voltar ás preocupações e amarguras que o nosso Benfica nos desperta. E eu penso que a Direcção não está a dirigi-lo com a firmeza e discernimento devidos. Da maneira que as coisas continuam, há mais de trinta anos, obscenamente imutáveis e estagnadas, mandaria o bom senso e a inteligência que o nosso Clube estivesse blindado aos ataques, por demais evidentes, que lhe são feitos e que, pela sua rotina e demasiada previsão, seriam fáceis de debelar. 
Falo, claro está, das notícias insistentes e que em catadupa são, de forma indecorosa, vomitadas pelos jornais, sobre carradas e carregamentos de jogadores das mais diversas procedências. Ressalta com clareza a intenção de tais procedimentos que é a de levar o Benfica a comprar, comprar, na vã ilusão de que, agindo desse modo, poderá fazer frente á corrupção instalada e concretizar os seus objectivos de vitória e hegemonia. Puro engano, pois estando o futebol português controlado até ao mais ínfimo pormenor e de modo científico por uma Associação de malfeitores, eficiente e  todo poderosa, tal manobra só pode ter o propósito de servir de engodo ao enfraquecimento do nosso Clube pela via do seu afundamento financeiro. 
Por isso, entendo que seria um acto de boa gestão perceber os intentos dessa perniciosa Quadrilha e não se deixar enredar nas suas armadilhas. Os nossos dirigentes, em minha opinião, deveriam manter uma equipa apenas e só com os jogadores estritamente necessários, todos eles, decerto, com inegável categoria e classe, fugindo assim a gastos escusados e a ver-se exaurida na sua vertente financeira, uma das formas de arruinar e afastar da concorrência qualquer inimigo ou adversário.
Porque, enquanto essa criminosa Estrutura campear, está bom de ver que mais nenhuma outra, tenha ou não os melhores recursos desportivos, conseguirá tirar deles os desejados resultados.
Se assim não for, estou convencido de que, e mantendo-se o sistema de sempre, mais cedo ou mais tarde, a queda no abismo será inevitável.
Que o Novo Ano possa trazer ao nosso Benfica uma nova luz e aos que o conduzem uma nova atitude.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

O MEU NATAL

Quando eu nasci, já não era bem, mas ainda era Natal. Depois, pequerruchinho e de cueiros, seguiram-se os Natais da minha infância. 
Logo mais, rapazinho ingénuo, passei outros Natais singelos que foram o encanto da minha meninice. Seguidamente, pisando já os sinuosos e ásperos caminhos da vida,  os Natais continuaram. 
Havia Natal quando ria e cantava, também acontecia Natal quando chorava. Quando corria atrás da sedução do amor e quando me perdia no fascínio dos seus pecaminosos braços.
E foram ocorrendo sempre: nas areias das praias batidas pelo fragoroso tumulto das ondas do mar, nas musguentas e sinuosas veredas de ermos montados, no conjunto de presépios naturais disseminados pela imensidão dos vales, no luzir das estrelas duma noite de luar, silenciosa e calma, nas lareiras acolhedoras que ardiam na base de chaminés fumegantes de lares quentes e sacrossantos. 
Foi Natal quando nasceram os meus meninos e, mais tarde, os meninos dos meus meninos, houve Natal quando o dia ia morrendo e quando o sol esmorecia no abraço distante  do céu com a terra.
Festejei Natais inesquecíveis quando o Benfica enchia de luz o Universo e não deixava sair das suas trevas os demónios corruptos.
Diz-se que o Natal é sempre quando um homem quiser. Então, assim sendo, aqui e nesta hora, cá estou para mandar o Natal a todos os  amigos benfiquistas. 
Ora, pegai lá; Ele, aí vai, o Natal do meu desejo, cheio da paz dos anjos e de todas as coisas boas, o Natal branco ou vermelho cor de fogo, lindo, tão lindo como o brilho dos olhos dum amor sonhado, grande como as galáxias do Firmamento celeste,  harmonioso como os nove coros celestiais.
Mas esperai, meus amigos! 
Este Natal que resolvi mandar-vos, por ser o meu, é um Natal que, forçosamente, vai acabar um dia e eu isso não quero. Para não ficardes tristes, tenho aqui outro Natal muito melhor que o meu, outro Natal que não vai acabar nunca, um Natal sem fim: é Ele o Natal de Cristo!
      Feliz Natal, muita paz e muita alegria para o eterno Benfica e para todos vós!



terça-feira, 21 de dezembro de 2010

O SR.PÔNCIO

Morreu o sr. Pôncio. 
Eu conhecia o sr. Pôncio porque ele era casado com uma senhora da minha aldeia, irmã de outra senhora que andou comigo na escola primária e que também Deus já lá tem. Mas nada mais sabia dele a não ser através das suas aparições públicas nas TVs. Todos os homens possuem defeitos e merecimentos em diferentes proporções e lidam durante a sua vida com a contabilidade de imperfeições e virtudes importando, apenas, que no balanço final o saldo seja positivo no tocante ás segundas; o que,  no meu entender, não era  o caso do Sr. Pôncio.
Hoje vou falar á padre, metendo a propósito algum latinório e como convém nos costumeiros palavreados de cerimónias fúnebres. Sou uma pessoa crente e com grande respeito pelo Sagrado do qual fazem parte os mistérios da vida e da morte e não pretendo, por sua vez, fazer deste meu texto, nem uma falta de respeito pelo defunto, nem exprimir um elogio post mortem, nem muito menos fazer qualquer espécie de julgamento sobre a sua alma. Falta de respeito nunca o será quando se verberam e não se apagam, porventura, as más acções do finado e que correspondam á verdade, os Elogios nunca os poderia proferir porque seriam descabidos e, quanto a julgamentos, nenhum ser humano está preparado para tal nem mesmo tem sequer o direito de julgar outro semelhante, sobretudo quando ele parte definitivamente para o reino da Pentagnóse. Julgar só Deus, porque só Ele é justo nos seus juízos. No entanto, não me vou eximir de tecer alguns comentários sobre o sr. Pôncio, conjecturando os trâmites que, na minha opinião, poderiam ter acontecido no seu passamento, enquadrando-os á luz do padrão bíblico. 
Não afirmo que ele tenha sido condenado ao inferno porque, creio, o inferno não existe, mas sim ás trevas eternas, pois não sei se ele invocou o salmo 50, "miserere mei...", e se se arrependeu dos seus pecados, invocando o "...de profundis clamavi ad Te, Domine …" Porém,  não estou convencido que assim fosse. Uma das condições para se pedir e poder alcançar o perdão é ter firmes propósitos de emenda e arrependimento e eu creio, com muita certeza, que se lhe fosse permitido regressar  a este mundo, o Sr. Pôncio nunca mostraria qualquer pungimento ou remorso e continuaria a defender a corrupção, o roubo, a trafulhice, a mentira, o cinismo, a violência e o ódio, atributos estes e muitos mais que são apanágio da Agremiação do Freixo. Mesmo o Senhor, que já condenou os fariseus, apelidando-os de sepulcros caiados por fora e por dentro cheios de podridão, dificilmente não o faria com o sr. Pôncio que era, sem sombra de dúvida, um autêntico fariseu. 
Por sua vez e como realça o livro do Apocalipse, o defunto foi um dos grandes seguidores da Besta, abominada pela Divindade, levava a sua marca e, certamente por isso, não tinha o seu nome inscrito no livro da vida dos "...duodecim millia signati ". Ora, quem adora a besta também adora o dragão, símbolo do mal, sendo instrumento desse mal e de quem recebe o poder. (Apocalipse 13.14)
Não exteriorizo, como muitos dos meus amigos benfiquistas, muito embora elas sejam legítimas e profundamente verdadeiras, muitas das expressões pouco abonatórias que correm por aí, mas tenho de reconhecer que a morte não apaga a iniquidade, nem transforma um patife num santo. A partida dum ser maléfico, muito embora pouco afecte o Mal em si mesmo, significa  sempre uma intrínseca esperança!
Por isso, sem mudar sequer uma virgula ao conceito que tenho desse desaparecido tratante, por uma questão de decência apenas poderei balbuciar uma oração em seu favor para ver se, ao menos, lhe pode ser concedida um pouco daquela paz que ele, visível, consciente e ostensivamente sempre negou ao Benfica e aos benquistas.
"Misere eius, Deus, secundum magnam misericordiam tuam!"




segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

PREDADORES

Já os vistes? Sabeis quem são?
Deixam o seu covil do Freixo e descem todas as semanas, ou quando calha, aos povoados do futebol deste país; não pela calada da noite e sim á luz do dia, como salteadores, como alcateias de lobos famintos a atacar incautas reses ou como raposas matreiras a pilhar indefesos galinheiros. E fazem-se acompanhar das suas gentes de mão, os corrompidos e solícitos  árbitros que actuam como furões nas tocas ou como matilhas de rafeiros recolhendo a caça abatida, com um alvoroçado abanar de cauda.
E tudo subvertem, tudo atropelam, tudo abocanham a coberto de uma assumida impunidade. Depois, no final da época de caça, entregam-se a orgias obscenas e ululantes, dentro dos seus territórios, festejando os troféus saqueados.
Na verdade, cada jogo em que participam é uma infame depredação e uma ladroíce á mão armada. Constituem uma perigosa quadrilha que actua furtiva e impunemente. 
Mas, estranhamente, ninguém os tenta travar, ninguém parece disposto a enfrentá-los, facto que mais ainda os acirra na sua irreprimível sanha. 
Comigo nunca: podem espoliar  quem quiserem, podem bradar que ganharam o que julgam ter ganho, podem festejar pretensos feitos que eu, como pessoa decente que ainda me prezo de ser, nunca lhes reconhecerei quaisquer apregoadas façanhas. Porque esses bandoleiros não passam de uma perigosa quadrilha de predadores, sem pejo nem decência. Seria como reconhecer ou mesmo bajular a riqueza que um ladrão tivesse roubado.
Podem ter a certeza de que, dentro do pouco que puder, estarei sempre na linha da frente para os repudiar. Sentirei por essa infame Organização do Crime, sempre e enquanto viver, um irreprimível nojo e uma agoniante repulsa, com um forte anseio de que, num qualquer dia que espero seja breve, ela possa vir a ser exterminada.

POUCA VERGONHA

Os meus amigos já repararam que se o clube da batota não jogasse neste campeonato, como não lhe devia ser permitido  por isso mesmo, o Benfica, apesar de jogar menos que a época passada,  era campeão com uma perna ás costas? 
Mas não é, porque a equipa da Organização do Crime ou joga sem regras ou com regras absolutamente diferentes, como aconteceu ainda hoje em Paços de Ferreira. Já atentaram na quantidade de pénaltis que foram marcados só a favor deles? Não há jogo nenhum onde isso não aconteça e por dá cá aquela palha ou mesmo que não haja qualquer falta ou motivo. Como é que os restantes clubes podem ganhar o que quer que seja, se existe tão insolente e descarado benefício ao grupo da fruta? Sentem-se reis e senhores de tudo e fazem o que querem e lhes apetece.
Podem ter a certeza de que, se não for o Benfica a derrotá-los, esses miseráveis vão ganhar tudo e sem perderem uma única vez. Pudera! Da forma como o fazem, até mesmo o Clube da minha terra, que anda nos distritais, seria campeão. Não há volta a dar; assim não vale a pena! 
A mim só causa admiração e me traz raiva a forma displicente e normal  como tudo isso acontece; sem um reparo, sem um queixume, sem uma revolta por mais pequena que seja. O que deixa em mim a sensação de ser violentado e escarnecido na minha consciência; de eu próprio me sentir vigarizado e não poder reagir.
Por isso, só me resta exclamar do fundo da minha descrença:
―Que vão todos para as profundezas do inferno!

sábado, 18 de dezembro de 2010

INIQUIDADE E MALVADEZ

Terminado o nosso jogo de hoje com o Rio Ave, fiquei absolutamente indignado com o que presenciei durante a transmissão do mesmo, pois veio corroborar, se ainda era possível, a minha certeza em tudo aquilo que concerne ao lastimável futebol deste país. Eu nunca tive qualquer espécie de dúvida mas, dado o que se passou hoje no estádio da Luz, permito-me alertar aqueles que ainda as têm para a realidade nua e crua; a certeza total de que essa miserável confraria dos chamados árbitros actua cobardemente de forma propositada e programada para abater o Benfica. Com acinte, com arrogância, com impunidade, com achincalho, com a obscena subversão das regras do jogo, com revoltante injustiça.
O que mais será preciso para marcar uma grande penalidade a favor do nosso Clube? Em contrapartida, basta um simulacro de falta para fazer o contrário. Mas a suprema prepotência e a desavergonhada safadeza é a de, ainda por cima, cometer a iniquidade de expulsar, de forma gratuita, um jogador nosso, na circunstância o Fábio Coentrão, perante o seu próprio público. E para a injúria ser mais aviltante, essa quadrilha de ladrões, actuando no estádio que se conhece, agem de maneira totalmente inversa, como autênticos poltrões que são. Por isso, não me custa afirmar que só alguém de má fé ou muito ingénuo, como ainda há muitos benquistas, é que pode desculpar  tal canalha. 
Estou deveras apostado em afastar o meu pensamento  da fétida estrumeira em que se tornou o futebol português, porque se dá cabo da saúde, da alma, da decência e mesmo da compostura.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

OLHA O SORTEIO FRESQUINHO ...!

Vi na Benfica TV o programa do taxista Máximo e fiquei incomodado com a presença daquele indivíduo que foi árbitro, de nome Jacinto Paixão. Essa foi uma reacção instintiva por a considerar contra natura. Uma alimária daquelas no nosso canal? Um espécime que nos roubou até á medula e com toda a desfaçatez? Essa criatura bem tentou justificar o que não tinha justificação, sem o conseguir, aliás fê-lo de forma atabalhoada e sem convencer ninguém. Então a invocação da sua costela alentejana, foi patética e dum ridículo atroz. A própria figura física do sujeito era pior do que a dum garoto de rua e fiquei espantado pelo facto de um traste daqueles alguma vez poder ter sido um árbitro de futebol.
Admitiria a comparência de figuras como aquela na nossa Televisão se fosse para corroborar, confirmar ou mesmo desmascarar os desmandos da corrupção, mas também verifiquei que esses "fregueses" não abrem a boca e calam-se como petos quando se vêm confrontados com tais matérias. E não seria de esperar outra atitude, pois têm assimilada nos seus genes a lei do silêncio imposto como um ferrete nas suas consciências.  Acho um sofisma a opinião daqueles que tentam, com toda a boa fé, considerar as perniciosas actuações dos árbitros como sendo incompetência ou  erros humanos; mas não são. Todos os árbitros, sem excepção, que apitam os jogos do campeonato deste país, são corruptos, agem de propósito e sabem muito bem ao que vão porque todos eles, sabe-se lá porquê, se consideram funcionários da Organização criminosa. E não o escondem sequer, actuando nesse sentido com toda a naturalidade. Entendo que não foi um acto positivo para a Benfica TV admitir num programa seu  um biltre daquela espécie, mas posso compreendê-lo.
Estou perante o sorteio (sorteio?) da próxima eliminatória da Taça de Portugal e a conclusão que tiro é a de que o grémio de Contumil, este ano, não arrisca mesmo nada. Alguém, de carácter bem formado, acredita nesta fantochada?

domingo, 12 de dezembro de 2010

SOFISMA

Bom! Vamos lá a ver uma coisa; fala-se que o Benfica caiu a pique, que o Benfica desmembrou a equipa, que o treinador JJ pensava mundos e fundos e se enganou. De facto, essa tese é, em parte, verdadeira mas só se levarmos em conta o contexto europeu pois, olhando para o panorama interno, apenas um clube que na passada época andava pelas ruas da amargura é que apareceu como uma força imbatível. Quanto aos outros, veja-se a posição deles em relação a nós. E pegando nesta realidade, não fosse o caso do tal Clube fenomenal e imbatível, o Benfica estaria numa situação de grande pujança, ninguém andaria agora a falar em crises e, como é notório, mesmo a anos luz do que fizemos na época passada, seriamos novamente campeões. Porque, muitas vezes até, aquele clube que, em teoria, se julga ser o mais fraco é que acaba por ganhar. E, desta forma, se conclui que a nossa crise ressalta somente quando somos postos em confronto com o grémio  dos Suínos. 
 E então pergunto: será, na verdade, o Clube dos Andrades tão grande e tão superior aos restantes que, por não ser possível chegar ao seu patamar, provoca uma crise em todos eles, mesmo no Benfica?
Não seria uma asserção tão redutora se a mesma fosse verdadeira, mas basta raciocinar um pouco para se observar que alguma coisa está errada nesta conjuntura no que toca á grande disparidade dos desempenhos entre os dois clubes. Porque eu estou em crer que nem o clube de Contumil  é assim tão forte nem o Benfica parece ter  caído tão fundo.
Haverá alguma inexplicável razão para tal. E lá vamos nós bater sempre no mesmo!

sábado, 11 de dezembro de 2010

CONSIDERAÇÕES

A Benfica TV fez dois anos; pessoalmente  como benfiquista congratulo-me por ela ter sido posta no ar. Pelo menos já é uma voz, muito embora seja uma única voz a clamar, não propriamente num deserto, mas nas coutadas de numerosos inimigos. Entendo que, só por isso, já terá valido a pena ela existir.
Parece que o Presidente do Benfica deu uma entrevista á nossa TV e, pelas reacções dos meus amigos e companheiros benfiquistas, concluo que muito poucos gostaram do que ele proferiu nessa entrevista e eu também, depois de a ler, não fiquei especialmente cheio de entusiasmo. Há, de facto, uma verdade que se não pode escamotear; desde que LFV está no nosso Clube, a parte desportiva não tem sido famosa, pouco tendo melhorado nesse período. É certo que existiram vários condicionamentos de perniciosa influência, porém, mesmo assim e se tem sido organizada uma estratégia correcta, os resultados poderiam ser bem melhores. 
Não me sinto revoltado, apenas triste e desiludido; vou-me convencendo da realidade e aceitando o estado das coisas, esperando que elas venham a produzir os proventos que todos desejamos. Por isso, não atacarei o Benfica porque quem ataca alguém que está acossado e caído, será sempre um cobarde. 
Sou daqueles que, se puder ter vinte, não me contento com dez. Se o Benfica, no domingo, for porventura eliminado pelo Braga, a minha mágoa não resultará, propriamente, da eliminação em si, dado que, perdido o principal, o campeonato, qualquer taça que venha a ganhar, será sempre uma triste consolação. Se tal vier a acontecer, o que me irritará e deixará deprimido, será a razão de ser eliminado, ainda por cima em sua própria casa, pelo contendor que é, porque não posso conceber que um Clube como o Benfica, alguma vez e em caso algum, possa tremer, muito menos cair ás mãos de um clube secundário e inferior, pois é uma constatação, quer queiram quer não, que o Braga é e será sempre uma equipa da qual o nosso Clube nunca teve nem poderá ter medo; mesmo jogando mal, mesmo que atravesse um momento conturbado. Dir-me-ão: "… ah, mas isso será arrogância!" E onde está a reprovação? Porventura, se nos considerarmos melhores, não o poderemos legitimamente demandar e manifestar? 

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

CRISE

Hoje tenho que dar o braço a torcer pois os inimigos do Benfica são, de facto, muito poderosos, dizendo mesmo que possuem um poder desmedido. Além de que são maquiavélicos, organizados, indestrutíveis e eficazes. Tal não quer dizer que sejam grandes e sim pequenos, muito pequenos mesmo. E esta característica é a que me traz intrigado e incrédulo. 
Ele não é o Benfica um dos maiores Clubes do Mundo e seguramente o maior deste País? Não tem a maior massa associativa da Terra e um incontável número dos que O seguem? E muito mais! E não é suposto que apenas estes dois factores seriam suficientes para outorgar uma incomensurável força que lhe permitisse manter em respeito os colmilhos de cães raivosos ou derrotar mesmo qualquer inimigo, por mais poderoso que fosse? 
Então porque acontece precisamente o contrário? Somos desrespeitados de forma soez pelos que nos odeiam e são praticamente todos os sectores da sociedade, somos atacados ferozmente por inimigos específicos que nos pretendem ver aniquilados, somos amesquinhados de modo vil e dramático por autênticos bandos de verdadeiros energúmenos que actuam descontraídos e na total impunidade. Pergunto, entretanto, para que serve a nossa propalada e presumida grandeza? Será que somos como um calmeirão musculoso e com ar façanhudo, mas a quem qualquer criança ou rapazola dá uma valente sova? É o que parece!
Há, por aí, quem afirme que o Benfica é que tem a culpa exclusiva da sua presente situação e que vamos desculpando os nossos fracassos com factores externos, como a corrupção. Porém, esta é só uma meia verdade, não sendo sequer a mais relevante. É claro que temos as nossas culpas no cartório mas, na verdade, a corrupção é, sem sombra de dúvida, a grande causa da nossa decadência e de muitos outros Clubes. E este conceito enquadra-se na asserção, acima exprimida, do poder destrutivo que têm os nossos inimigos: é que eles agem de tal forma que conseguem, ainda por cima, passar a mensagem de que a culpa é de nós próprios, minando, pérfida e ardilosamente, os alicerces da nossa identidade. Resulta hoje e resultou sempre durante mais de três miseráveis décadas
Culpamos a corrupção? Culpamos muito bem e devemos culpar sempre, pois trata-se de uma premissa que faz toda a diferença e, não tenhamos dúvidas, é o cerne da questão e, não excluindo a auto-crítica, devemos bater nesta proposição de forma premente e contínua, sem desfalecimento e com tenacidade. Enquanto se mantiver este pressuposto torna-se inútil proferir qualquer discussão ou realizar análise séria. Estou em crer que só quando o "céu ficar limpo" é que poderemos efectuar então uma verdadeira introspecção das nossas responsabilidades. 
Pode haver toda a espécie de bandalheira e desorganização que houver, seja em que Clube for, que sendo ele ajudado por meios ilícitos ou corruptos, os efeitos de tais desordens ou más gestões serão sempre abafados e diluídos, fazendo parecer que tudo está a correr no melhor dos mundos, aportando mesmo um contributo suplementar para resolução de todas essas dificuldades.
Podem ter a certeza de que o clube do Freixo tem maiores e talvez piores problemas que o Benfica e, se não deitasse mão da corrupção e de meios ilícitos para os debelar, enfrentaria seguramente muito mais graves convulsões do que as nossas. Poderíamos então cotejar as reacções que, fatalmente, iriam  surgir.
Não fosse o uso da corrupção e não haveria, nem tanta crise no Benfica, nem tanta tranquilidade no antro dos Andrades.












terça-feira, 7 de dezembro de 2010

FRUSTRAÇÃO

Antes de mais, quero esclarecer que não estou aqui a criticar nada, nem a atacar ninguém. Mas, por outro lado, estou também a reconhecer que a minha previsão para a presente época do Benfica se está, infelizmente, a confirmar; perda do campeonato de forma estranha, a Liga dos Campeões iria ser um desastre, como foi, a Taça de Portugal cairá a  seguir, não haja dúvidas, e mesmo a Taça da Liga não irá ser uma pêra doce. 
Tudo porquê? Poder-se-á dizer que estarei a proferir discursos de pessimismo, porém, é minha convicção de que não se trata disso porque, olhando para a nossa equipa do presente, não percebo o motivo, ela nem sequer é uma sombra do que foi. É uma equipa incerta e que actua aos soluços, sem garra, sem ânimo, amorfa e descrente. 
Não é psicose minha ou qualquer preconceito mas é, possivelmente, um facto evidente: um grupo de futebol composto quase exclusivamente por jogadores sul-americanos não tem hipótese de singrar em confronto com equipas europeias e estes só poderão trazer mais valias enquadrados entre atletas nativos. Será, porventura, uma afirmação inconsequente e disparatada, mas é um pensamento meu, alicerçado nas constatações da vida. 
Repare-se que até um frouxo Apoel se exibiu nesta Liga dos Campeões   com uma postura muito diferente da nossa, para melhor, e se os seus resultados não foram os condizentes foi porque, na verdade, é uma equipa mesmo muito fraca. Veja-se que até o estreante Braga fez melhor figura que o nosso Clube. 
E toda esta conjuntura provoca o desalento, a tristeza, a mágoa, a vergonha em todos aqueles que, como eu, sofrem pelo Benfica. Com a agravante de  não se compreender a razão de tão funesto descalabro. 
Quando se cai, deve cair-se de pé, com honra e dignidade; não podendo ser, ao menos, com profissionalismo. Sou daqueles que, ao longo da vida, vi o Benfica perder algumas vezes. No entanto, tais derrotas não deixavam qualquer amargo de boca nem sequer mesmo decepção porque eram derrotas normais, com adversários poderosos, ficando a certeza de que, logo a seguir, se voltaria a um longo ciclo de vitórias. Como acontecia.
Nestes tempos, já longos demais, desgraçadamente tudo se perdeu e tudo mudou, com a frustração de não se vislumbrar qualquer razão para tudo ter mudado ou se ter perdido.




EXTORSÃO

Sempre disse e continuo a dizer que os 10 pontos que o Benfica levava de atraso para os salteadores do Freixo, nada significariam de preocupante, se não fosse em relação á equipa que é, pois, se estivéssemos perante uma competição limpa, conforme umas perdem numa altura menos boa, também o mesmo poderia acontecer a outras, em diferente ocasião. Mas o jogo está viciado. E há pior: independentemente de as derrotas do nosso clube até agora acontecidas terem sido, já de si, devidas a factores de extorsão pouco claros, vendo bem, quando se prejudica um grupo em simultâneo com o benefício de outro, os respectivos efeitos têm resultados a dobrar. Ora, este cenário é o que acontece entre o Benfica e o clube da batota. Por isso, se conclui facilmente que, dadas as referidas circunstâncias, nunca tal diferença pontual poderá, em caso algum, ser recuperada, muito menos ultrapassada. E nem é preciso fazer grandes conjecturas para  se comprovar o que afirmo. 
Veja-se o que aconteceu ainda há bocado na cova dos Ladrões e o modo como conseguiram a vitória. O indivíduo que fez a arbitragem, bem no fundo da  sua distorcida consciência, já foi para o campo com  a intenção de fazer o que fez, caso as coisas estivessem a correr mal para essa gente, como estavam. Ou pensam que se o caso fosse com o Benfica, alguma vez lhe seria dado o triunfo daquela maneira? Para eu não estar enganado, assinalem qual foi, até agora, o jogo  feito por essa infame agremiação e no qual não tivesse sido beneficiada com um pénalti suspeitoso!
Sinceramente, não vejo como se poderá fugir disto. Assim, torna-se  deprimente verificar que, ao andar numa competição de modo limpo e sério, no fim se é espoliado  por ladrões profissionais, tudo ás claras e acintosamente, como se fosse já uma coisa normal. 
Adiantará, de facto, continuar a ter preocupações com toda esta abjecção? 
Creio que não!

domingo, 5 de dezembro de 2010

INCOMPETÊNCIA

Diz uma canção mexicana:

Con dinero o sin dinero
      Hago siempre lo que quiero
      Y mi palabra es la ley ….
      etc. ……………………………
      Pero sigo siendo el Rey.

Ouço e vejo por aí que o Benfica foi preterido na contratação dum jogador brasileiro chamado Elias e que seria, pela certa, o verdadeiro substituto do Ramires. Verifico que é sempre a mesma novela, para lhe não chamar sina. Ou será incompetência? Não haja dúvidas, é mesmo incompetência. 
Ou será falta de dinheiro? Bem, se é feita essa alegação, ainda pior. Deixar de contratar um jogador considerado fundamental por falta de dinheiro? Isso não cabe na cabeça de ninguém! Senão, veja-se como outros clubes, sobretudo um certo clube, fazem, mesmo estando economicamente em mau estado. Mas que interessa haver ou não dinheiro? É um jogador que nos faz falta? Venha ele, de qualquer maneira. 
Porque, pode não haver dinheiro, mas sim palavra, pois a palavra é lei e faz com que alguém que use de uma forte palavra siga sendo sempre um rei.
Se o Benfica tivesse a dirigi-lO pessoas que só agissem no sentido da sua grandeza e dos seus interesses, isso bastaria. Haveria sempre os melhores jogadores, apenas os estritamente necessários, evitando-se, dessa forma, o desperdício de verbas gastas em carradas de contratações que pouca valia trazem ao plantel.
Mas este do futebol é um mundo estranho e subvertido!

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

MUNDIAL DE 2018

Para ser franco e mesmo honesto com o meu pensamento, fiquei com certo contentamento por a organização do campeonato do Mundo de 2018 ter sido atribuída á Rússia. Não vou discutir a justiça ou injustiça  de tal decisão, nem isso me interessa minimamente. Nem sou um patrioteiro fanático que me leve a barafustar por tal ocorrência se vir a realizar fora do meu País. Penso até que seria uma insensatez esse evento desportivo ser levado a cabo por nós, muito embora de parceria com a Espanha, por via do lastimoso estado financeiro em que nos encontramos e que, certamente perdurará e ultrapassará mesmo aquela data. E porque seria também uma falácia, pois a nível desportivo a Espanha ficaria sempre com a parte de leão.
Tudo isso constituiria, de per si, motivo mais que suficiente para não nos metermos em altas cavalarias  ou aventuras parolas. 
Porém, o que me trouxe sentida e franca satisfação foi que tal facto veio impedir as consequências do que isso poderia significar:  um crédito ao degradado futebol português, um incentivo e uma lavagem da corrupção e um prémio para inúmeros indivíduos que já se aprestavam para esfregar as mão de contentes, se tal viesse a suceder; toda a chusma de dirigentes dos clubes, da Federação, da Liga e demais estruturas do desporto, com os sinistros Madail e Laurentino Dias, possivelmente até o Corrupto mor, á cabeça de toda essa manada.
Poderá alguém pensar e berrar que se trata de um sentimento indigno e canalha, despropositado, mas que fiquei satisfeito, lá isso fiquei. Não sou hipócrita. E não me levem a mal!

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

HIPOCRISIA

Quando ontem  fui tomar o meu cafèzinho da manhã em companhia dos amigos do costume, quase todos benfiquistas, ás tantas um deles, que se entretinha a ler o pasquim A BOLA, chamou a atenção dos presentes para uma escrevinhada da autoria dum tal Victor Serpa - olha quem ele é! - na qual, esse artista, rasgava as vestes e se escandalizava com o clima de guerra que existia entre a Organização do Freixo e o Benfica, comparando-o com o existente entre as duas Coreias. Genial e sublime comparação! 
Claro que só a despropósito e por força de uma descarada hipocrisia é que tal paralelismo pode ser posto em cotejo, pois que esse rabiscador sabe muito bem (saberá?) qual dos dois Países coreanos é o mau da fita. 
Por outro lado, veja-se também por quem Deus nos manda avisar! Por um degas que, com pouca moralidade, tomou ainda recentemente atitudes tendenciosas e fora da mais elementar isenção que deveria sobressair no jornalismo, censurando artigos de um colaborador do referido jornal, para não desagradar ao representante da Coreia do Norte - diga-se clube corrupto - tomando assim partido e bandeando-se, dessa forma, para um dos lados. Que só podia ser o do seu agrado e que, pelo que depreendi, nunca procurou sequer disfarçar essa tendência. 
E chega ao desplante de criticar o Benfica porque, segundo a sua ideia, deveria ter ficado calado e nem ter respondido ás provocações da Coreia do Norte - leia-se escumalha corrupta.
O que me espanta é como um safardana destes nunca  abordou tal assunto ou mostrou a mesma indignação com os desmandos da corja de Contumil levados a cabo durante mais de trinta anos. Nesta conjuntura foi o bando nortenho que, mais uma vez e como sempre, de forma gratuita e a despropósito, provocou o nosso Clube: e então este, só para agir de modo politicamente correcto, deveria ficar calado? Nem pensar. Esta treta de dar a outra face, só poderá ser praticada por pessoas ascetas e santificadas e, mesmo assim, nunca perante tais biltres atolados até ao pescoço na lama das mais diversas e abjectas tropelias. 
Pretenderia o bigorrilha Serpa que a Coreia do Sul (Benfica) se mantivesse impávida e serena após a agressão da Coreia do Norte (clube corrupto)? Pelos vistos sim, pois com suprema hipocrisia, vem arvorar-se em moralista criticando a meias o agressor e o agredido, agindo como aqueles árbitros que, de maneira salomónica e porque o prevaricador é dos amigos, dão o cartão vermelho também ao inocente.
E vós, amigos benfiquistas, como podeis ler ainda esse jornaleco chamado A BOLA onde pontifica um fariseu de tal calibre?






segunda-feira, 29 de novembro de 2010

GUERRA

Quando o Sr. Erikson inquiriu o meliante do Freixo acerca dos ignóbeis actos que eram praticados pelos seus capangas nos jogos com o nosso Clube recebeu, como resposta, que aquilo era uma guerra: e ele sabia muito bem o que dizia pois, de facto, tratava-se - e trata-se ainda - duma guerra. Esse patife, que vem pondo a ferro e fogo o futebol deste país há mais de trinta anos, conseguiu declarar uma guerra sem quartel, persistente e agressiva, visando, á frente de tudo, o Benfica como expoente máximo do desporto português e que tem trazido ao Clube incalculáveis danos e irreparáveis prejuízos nos seus legítimos interesses. 
Sendo a guerra na sua génese um acontecimento mau e reprovável, obedece, mesmo assim e entre nações ditas civilizadas, a certos códigos de conduta que a procuram tornar menos selvagem. Porém, esta guerra específica de que trato, é uma guerra suja porque é feita através de uma sinistra Organização com poderes descomunais e sustentada em pilares de corrupção e traficância, de onde estende verdadeiros tentáculos que tudo enchem e abarcam; a política, a justiça, as forças da ordem, a dita comunicação social, as instâncias desportivas, a prostituição e a droga. Guerra levada a cabo por um verdadeiro exército de pessoas fanáticas e coniventes que se movimentam nas sombras da impunidade e da traição. É uma guerra desnivelada nas suas armas, desmesuradamente superiores ás dos outros concorrentes. 
Uma das principais consubstancia-se na vertente dos jornais, rádios e televisões, onde uma chusma de capangas, movida por incutido e vesgo ódio, vai executando um trabalho de propaganda elogiosa para os desmandos da Organização e de sapa para os adversários. 
Entre essa roda pontifica a TVI, estação perniciosa que, apesar de (ir) transmitir missas ao domingo, é um dos antros donde sai o mais pestilento lixo televisivo que alguma vez se espalhou em Portugal. Este género de organismos serve de forma exemplar os propósitos do bando de Contumil. Ainda ontem, após o jogo de Aveiro, um canalha arvorado em repórter, pretendeu entrevistar o nosso treinador, procurando, de forma premeditada, subverter o tema da questão para outro assunto que, pensava, agradaria aos patrões. Só que - e aqui lhe teço os maiores elogios - o nosso treinador, percebendo a rasteira, virou as costas ao canhestro badameco que ainda, numa bravata solitária, vomitou para o microfone a regurgitação da sua arrogância:
Aqui, quem faz as perguntas sou eu … !
Claro que sim, mas as respostas são dadas pelo entrevistado. Miseráveis canalhas que nem a eles próprios se respeitam!
E então, perante todo este cenário, digam-me o que poderá fazer o Benfica no meio de tão maléfico Império?











domingo, 28 de novembro de 2010

PERSPECTIVAS

Contra as minhas previsões, a lagartagem lá conseguiu empatar com os seus patrões da porcalhada. Apesar de não ser bem como eu desejava, mesmo assim, foi melhor do que terem perdido pois, do modo que se espera, poderá trazer algum benefício para o Benfica, isto, claro está, se vencermos em Aveiro; ganharíamos pontos aos dois. No entanto, foi mau porque reduziu as ocasiões de uma possível derrota dos batoteiros e, se não formos nós a derrotá-los, temo que possam ganhar o campeonato sem derrotas, o que será um cenário um tanto desagradável para nós, se tal perspectiva se vier a concretizar.
Pondo de parte um latente pessimismo e descrença que perpassa pelas hostes  benfiquistas, não me cabe na ideia que possa haver um percalço em Aveiro: mas nunca fiando.
Reitero o que inúmeras vezes tenho dito e que sinto: não teria medo nem preocupação pelo atraso de pontos em relação ao Clube das Antas se as regras fossem aplicadas com rigor e verdade, sem benefícios nem prejuízos para ninguém, apenas com a sua correcta adequação. Dez pontos seriam perfeitamente recuperáveis no que ainda falta de campeonato, não fossem os condicionalismos artificiais utilizados pela trafulhice e manigância dos funcionários da Organização criminosa do Norte.
Só o que não entendo é como essa gente pode festejar no fim um campeonato, não digo ganho, mas conseguido por tais meios. Porque não têm vergonha nenhuma!
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sexta-feira, 26 de novembro de 2010

COISAS ESTRANHAS

Quando o então treinador do Braga, de seu nome Jorge Jesus, foi jogar ao estádio da Luz e perdeu com um golo supostamente irregular proferiu, muito agastado, na conferência de imprensa pós-jogo, que o não tinham deixado ganhar e que tal só poderia acontecer na célebre Play Station.                 
Por aqui logo pude concluir que esse indivíduo a ter simpatia por algum clube nunca seria, claro está, pelo Benfica e não se torna muito difícil perceber qual é o clube do seu xodó. Aconteceram-lhe, posteriormente, muitos mais percalços semelhantes ou até mais graves e, em tais ocasiões, parecia um cordeirinho e não tugiu nem mugiu. Ainda mais estranho foi, pouco tempo depois, ter aparecido a treinar o nosso Clube. Pensa alguém que esse facto lhe alterou o carácter? Poderá alguma mente ingénua pensar que sim, mas eu não: o desamor, para não utilizar uma palavra mais feia, pelo Benfica continuou, continua e continuará na mesma.
No entanto, ao seu serviço ganhou na época passada, de forma brilhante mas também esforçada, um campeonato, porém, na presente temporada - mais outra coisa estranha - deixou-o cair a pique e com estrondo, voltando aos miserandos patamares de tempos anteriores. Que se teria passado? Ás vezes penso que sou profeta e bruxo mas, neste caso, quem me dera poder adivinhar e saber o que se passou!
Tenho uma opinião, não só minha mas também de outros companheiros benfiquistas aventada em tertúlias e conversas de café, de que o indivíduo que nos treina não passa de um infiltrado, de um técnico banal, vulgar e, ainda por cima, presunçoso. Então por que o seu êxito ainda recente?  É fácil de concluir: mancomunado com o malfeitor do Norte, terá feito com ele qualquer obscuro acordo para se valorizar e sabe-se que num acordo são assinadas condições que, como é evidente, terão de satisfazer e agradar a ambas as partes. 
O seu abraço público e sorridente ao beleguim do Freixo, o posterior aliciamento pelo mesmo para trabalhar na sua execrável agremiação, o embevecido sorriso ao ser interrogado sobre essa questão, é tudo demonstrativo de factos bem estranhos. Haverá alguma dúvida sobre as  ligações que os unem? 
Porque, uma coisa é certa; nenhum Clube, muito menos  com a dimensão do Benfica, se desmorona assim tão rápida e rotundamente se não houver forças estranhas a provocar tal derrocada.
E muitas mais coisas invulgares vêm acontecendo no Benfica: o Presidente LFV foi apoiar, de uma forma estranha e que nenhum benfiquista entendeu e aceitou, uma figura preponderante do inimigo para a presidência da Liga de Clubes; prometeu acções de resposta a possíveis ataques á nossa Instituição (que aconteceram) e nada fez; anunciou medidas no sentido de obviar á corrupção e descaramento da pouca-vergonha que nos prejudicou sem remédio, e tudo não passou de inconsequente palavreado. Pratica uma visível companhia e cordial relação com o abominável Oliveira da Sport TV não retribuindo este a mesma reciprocidade no tratamento ao Clube. Devemos acrescentar ainda o anormal sub-rendimento da equipa de futebol, a sua falta de alegria nos jogos jogados, as quezílias inesperadas, a chocante abulia das atitudes da mesma, o aparente desinteresse nas devidas obrigações.
Por isso, dou comigo a congeminar em tantas coisas inexplicáveis que sucedem no nosso Clube e sou tentado a concluir que Ele anda a reboque e ao sabor de gente sem escrúpulos, manobrado como um farrapo por mentes criminosas, manipulado por oportunistas que lhe vão macerando e corroendo os debilitados ossos. 
Pobre Benfica, em que miserável mundo Te enredaram!