domingo, 11 de setembro de 2011

TRÊS, A CONTA QUE DEUS FEZ!








Três irmãs, três gotas dágua
Que o Infinito condensa,
Sua mãe nuvem do céu
Lá daquela altura imensa
Desprendeu .......

   (Afonso Lopes Vieira)


 O que se passou ontem á noite no estádio da Luz no jogo com o Guimarães parece o mito das três Fúrias e das três Górgones e não pode ser outra coisa senão uma ficção! Na verdade, estes apitadores portugueses são mesmo uma verdadeira anedota; ou marcam pénaltis que, de forma alguma o são, sempre com o pernicioso fim de beneficiar uma organização criminosa e reles, ou sendo-o mesmo e por sistema, nunca os assinalam a favor do nosso Clube. É por isso que, ao serem marcados ontem, pasmem, não um mas três, para ser verdade deveriam ser quatro, alguma coisa não bate certo: ides desculpar-me o desbragamento da linguagem mas isso só pode significar, como diz o povo, que vem aí “foda” ou canelada. Estes energúmenos não dormem e possuem uma imaginação tão fértil e descabelada que não deixa descansar as suas mentes retorcidas. O que eles inventam! Este facto de um dos assopradores do sistema ter marcado três pénaltis a favor do Benfica que, a bem da verdade, deveriam ser quatro, vai dar-lhes - já está a dar - uma total garantia de, no futuro, manterem calado o bico dos eventuais reclamantes que forem prejudicados, render-lhes chorudos juros e branquear-lhes futuras extorsões e ladroeiras. Ena, três? Porquê logo três se nunca no-los deram, antes no-los tiraram tantas vezes? Viva a fartura!
E andamos nós, os ingénuos “palermas” dos benfiquistas, todos os anos a sonhar com as melhores expectativas para o nosso Clube, julgando que todas estas coisas são normais, mas não são: depois, no fim de tudo, abacocados e desiludidos, ficamos a chorar baba e ranho, defraudados e a gritar aqui-del-Rei porque os sonhos arquitectados se desfizeram, desvanecidos pela luz da realidade, esbracejando e esgrimindo contra moinhos de vento e esconjurando esses próprios sonhos como se fossem eles os culpados do fracasso. Não vemos que esta despudorada gente manobra tudo como lhe apetece e com a maior tranquilidade? Ó caros amigos, o que aconteceu ontem é tão surreal que nem pode ser disfarçado e só não vê quem for cego ou não o quiser fazer. Apesar de, para mim não ser qualquer novidade desfez-me, contudo, algum ínfimo resquício de dúvida que ainda pudesse restar nos arcanos da minha credulidade. Eu preferia que o Benfica tivesse empatado ou perdido aquele jogo a tê-lo ganho dessa forma; tal é que seria normal, porque normal é uma grande equipa empatar com outra mais fraca, normal é o Benfica estar a ganhar por 2-0 a um qualquer Gil Vicente e acabar empatado, normal é o Barcelona estar a vencer por 2-0 e, em pouco mais de cinco minutos, consentir a igualdade no marcador em seu próprio estádio, normal é o Real Madrid ser eliminado por um grupelho sem nome; tudo isso é que faz parte da normalidade. C’os diabos: pois não se vê que a arbitragem de ontem foi tão premeditada, intencional e cirúrgica que nem sequer deu para disfarçar? Já hoje pude constatar isso enfrentando alguns “portistas” que num gozo alarvático e numa arrogante euforia rasgavam as vestes clamando contra tão atrevida e escandalosa ajuda ao Benfica, como se eles fizessem parte da agremiação mais impoluta do Mundo! Fazem as coisas tão á descarada e tão á vontade que nem temem sequer o ridículo de elas serem ostensivamente tão mal feitas. E o que me deixa indignado e com revolta é que se aceite e se participe na gigantesca farsa de um campeonato, inútil porque viciado, sabendo-se já de antemão quem é que o vai "ganhar", entre aspas. Deus do céu, o que me espanta é a maneira sempre igual de como tudo se processa e de toda a gente o aceitar, muda e queda, como anjinhos papudos, até os que sentem na pele os malefícios de tais práticas. Jogar para quê, senhores, se tudo se encontra já decidido? Só o que muda todos os anos são as ilusões e os detalhes .
Fui um dos que escrevi, com certo convencimento, diga-se, após a derrota da Corja corrupta com o Barcelona, que eles um dia iriam cair, porém, pelo rumo que as coisas continuam a seguir sem nada mudar, tudo exactamente como há trinta anos, fiquei deveras céptico e descrente. Com bons jogadores ou com maus jogadores, com onze ou com cinco, com um treinador de topo ou com um qualquer begueiro, continuam imbatíveis e não se vislumbra nenhuma brecha no sistema. Por isso, daqui continuo inutilmente a clamar:
 - Mas que adianta estar sempre a falar em corrupção (claro que eu sou um dos que mais acirradamente fala) se os corruptos continuam a praticá-la, com o mais descarado á-vontade e rindo-se ainda por cima? 
Está mesmo a ver-se que não adianta nada! Se fosse só no futebol ainda vá que não vá, porém, essa gente parece oriunda de outra dimensão ou pertencente a uma raça superior do Cosmos, ganhando também tudo em quase todas as outras modalidades e com os mesmos argumentos. Fenómeno espantoso e nunca visto!
A culpa, se calhar, é toda minha, da minha ingenuidade, da minha boa-fé que ainda acredita em contos de fadas, tornando-se evidente que, ao navegar nestes mares ou ao percorrer estes caminhos, na realidade não estarei no meu perfeito juízo, como era suposto dada a idade que já tenho. 
Ás malvas para tudo isto do futebol dito português!


1 comentário:

Anónimo disse...
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