sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

O MATA DRAGÕES

Há legendas que transportam na sua génese um poder de síntese tão divino que tornam aqueles a quem se aplicam em seres imortais nas páginas de qualquer História.
Dou-vos exemplos: “veni, vidi, vici”, proferida por Júlio César, não o nosso mas o romano, três palavras que definem a determinação e a força de um Guerreiro. 
Alea jacta est” (os dados estão lançados) tornou imortal o grande atravessador do Rubicão. O huno Átila ficou caracterizado pela facto de, onde o seu cavalo pisasse, nunca mais voltaria a nascer o mais pequeno fiapo de erva. Até a fábula do famoso D.Caio, “…Mato sete de uma vez”, se poderia trazer a esta redacção com a mesma propriedade. Para mim, contudo, uma das mais espantosas e merecidas legendas que alguma vez foi outorgada, é a que está esculpida num busto de Benjamin Franklin, o célebre inventor do para-raios: “eripuit cœlo fulmen…” - roubou o relâmpago ao céu - e que o lançou na eternidade. Muitas mais existem mas não as pretendo aqui trazer á colação, pois se tornariam mesmo e neste contexto num exercício fastidioso.
A desprezível e sórdida canalha de Contumil, abusando de todo o senso e propósito, ousou adoptar como seu “animal de estimação” um exemplar lagartóide que em nada a pode configurar, a não ser como a personificação do Mal e da sua bíblica  maldição. Quanto ao resto, nada mais desadequado em tal intuito, porque se o dragão da fábula era suposto que cuspisse fogo, a Agremiação de malfeitores do Freixo apenas expele porcaria e dejectos pela sua boca peçonhenta.
Vem todo este arrazoado a propósito de o Fábio Coentrão ter, na passada quarta feira,  marcado mais um golo no ignóbil antro da Corja corrupta parecendo, por via disso, ter ganho o direito á imorredoira legenda de “O Mata Dragões”.     
Grande maravilha seria esta se não caísse apenas num simbolismo onírico de extermínio de bichos mitológicos e que não existem ou alguma vez existiram na prosaica fauna de qualquer terráqueo planeta. 
Se não fossem os condicionamentos apontados, tal epíteto significaria a mais espantosa e justa atribuição para a saga de um lendário guerreiro, pois ela irradia uma intrínseca e tão poderosa força, que bastaria para  transformar em Deus um simples  mortal.
Apesar de tudo, gosto de ver colada ao nosso grande Fábio Coentrão  a homérica designação de “O Mata Dragões”, pois ficará indelevelmente marcada nos anais do Benfica e nos da  História do futebol português.

3 comentários:

António Duarte disse...

Dizes tu, "pois ficará indelevelmente marcada nos anais do Benfica". Completamente de acordo. Ficará para sempre na História do Glorioso. E ficará indelevelmente marcado nos ANUS da agremiação Corrupta de contumil

FireHead disse...

O meu velho diz que antigamente o símbolo do FC Porto não era o dragão e que isso foi mais uma invenção do Pinto da Costa, a juntar a muitas outras. O bicho no emblema creio que sempre lá esteve, mas talvez ele se tenha lembrado de lhe chamar dragão. E fico até espantado com isso, pois sendo Pintinho um fervoroso "católico", como é possível adoptar como símbolo o dragão que é a antiga serpente, também conhecida por Demónio ou Satanás, conforme está escrito no livro do Apocalipse? O dragão é o símbolo das culturas pagãs - desde o Ocidente até ao Oriente, onde até é mais adorado -, o que demonstra que é uma figura que está do lado errado.
Por acaso na ilha do Komodo, na Indonésia, existem os famosos dragões do Komodo... que mais não são que meros répteis nojentos. Tal como a corja portista. Em suma, é um símbolo que assenta que nem uma luva naquela escória.

UnumSLB disse...

Ao que consta, também foi um tal de Jorge que matou o Dragão. Estranha coincidência.

Viva o Benfica!!